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(Arquivo) Um pequeno aparelho, parecido com os utilizados para medir o nível de coagulação do sangue, poderá salvar milhões de vidas com a detecção precoce do câncer

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Um pequeno aparelho, parecido com os utilizados para medir o nível de coagulação do sangue, poderá salvar milhões de vidas com a detecção precoce do câncer.

O engenheiro chileno Alejandro Tocigl está desenvolvendo este instrumento, capaz de detectar o câncer através de uma amostra de sangue, junto à Miroculus, a start-up que fundou em San Francisco, no estado americano da Califórnia.

Tocigl estuda principalmente o câncer de estômago, um dos que causa mais mortes no Chile e em outros países emergentes.

"Cada tipo de câncer tem uma 'impressão digital' única de microRNA", que são biomarcadores encontrados no sangue, afirma.

"O dispositivo detecta as moléculas alteradas e, através de um software, associa o resultado à uma determinada doença", diz Tocigl.

Com isso, "pode-se saber que o órgão está comprometido", afirma o engenheiro de 31 anos, que este ano foi incluído na lista de 35 personalidade inovadoras com menos de 35 anos elaborada pela publicação MIT Technology Review em espanhol, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

O engenheiro lembrou do caso da atriz Angelina Jolie, que tem a mutação de um gene que favorece o aparecimento do câncer, e que retirou as mamas, os ovários e as trompas para diminuir os riscos de desenvolver a doença.

Espera-se que o aparelho esteja disponível em 2018 e seja muito mais barato, simples e acessível do que os instrumentos já disponíveis no mercado para detectar o câncer.

O sistema conta com uma placa onde a amostra de microRNA do paciente reage com compostos químicos criados pela equipe do Miroculus.

"A detecção precoce e um tratamento oportuno aumentam a taxa de sobrevivência em até 90%", disse Alejandro Tocigl na conferência organizada pela Fundação Imagem do Chile, que promove o país no exterior.

O projeto conta com a participação de engenheiros, bioquímicos e biólogos moleculares, e é desenvolvido no Instituto Nacional do México, no Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, na Universidade Católica do Chile e em dois hospitais na Letônia e na Lituânia, e na próxima fase será estendido à Guatemala e à Colômbia, entre outros países.

AFP