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Carros destruídos na cidade síria de Hanna Safar, na província de Raqa

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Um cessar-fogo acordado por Rússia e Estados Unidos entrou em vigor neste domingo (9) em três províncias do sul da Síria, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

"A situação é, no geral, calma nas frentes de combate nas províncias de Daraa, Quneitra e Suweida", declarou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH. Segundo ele, "os combates entre os rebeldes e as forças pró-regime pararam esta manhã, exceto por alguns morteiros disparados pelas forças governamentais contra posições rebeldes".

Os envolvidos no conflito não fizeram qualquer anúncio sobre esta trégua. Damasco havia decretado um cessar-fogo unilateral de alguns dias na segunda-feira no sul do país, coincidindo com a realização de negociações com os rebeldes em Astana, capital do Cazaquistão.

Na sexta-feira (7), o chefe da diplomacia russa, Sergueï Lavrov, anunciou à margem da cúpula do G20 que os russos e os americanos haviam acordado um cessar-fogo a partir de domingo às 09h00 GMT (6h00 de Brasília) no sul da Síria.

O acordo abrange as províncias de Daraa, Suweida e Quneitra, onde violentos confrontos foram travados nas últimas semanas entre as forças pró-governo e grupos rebeldes.

Estas províncias estão entre as "áreas de desescalada" do plano concluído em maio entre a Rússia e o Irã, aliados do regime de Damasco, e a Turquia, que apoia os rebeldes.

Em uma primeira etapa, "a segurança em torno desta área será assegurada pelas forças e meios da polícia militar russa em coordenação com os jordanianos e americanos", segundo explicou Sergueï Lavrov.

O conselheiro para a Segurança Nacional de Donald Trump indicou no sábado que o cessar-fogo no sul da Síria era uma "prioridade" para os Estados Unidos e "um passo importante" para a paz.

As outras três zonas de desescalada são a região de Idleb (noroeste), a província de Homs (centro) e o enclave rebelde de Ghouta Oriental (subúrbio de Damasco).

Moscou considera que esta "zona de desescalada" no sul do país só poderia ser implementada com o acordo dos Estados Unidos e da Jordânia, país que faz fronteira com a Síria.

A guerra na Síria, que já fez mais de 320.000 mortos, foi desencadeada em 2011 pela repressão de manifestações pró-democracia pacíficas, mas tornou-se extremamente complexa ao longo dos anos, com o envolvimento de múltiplos atores em um território cada vez mais fragmentado.

AFP