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(Arquivo) Crianças são vacinadas contra meningite, em Tchadoua, Níger, no dia 17 de março de 2006. O país enfrenta uma epidemia da doença que deixou 75 mortos desde janeiro de 2015

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A epidemia de meningite que atinge o Níger desde janeiro já deixou 75 mortos, mais da metade na capital, Niamey, informou um novo balanço oficial divulgado nesta quinta-feira.

Em 13 de abril, "75 mortes foram notificadas em nível nacional" de um total de 697 casos, "uma taxa de mortalidade de 10,30%", disse o ministro da Saúde, Mano Aghali, em pronunciamento feito à televisão estatal.

O balanço oficial anterior contabilizava 45 mortes entre 345 casos de meningite entre 1º de janeiro e 29 de março.

Todas as regiões do país são afetadas pela epidemia, com exceção de Diffa, no sudeste, perto da Nigéria, disse o ministro.

Segundo o ministro, Niamey é a área mais atingida, com mais de metade das mortes, 41 de 279 casos.

Campanhas gerais de vacinação serão realizadas "na próxima semana" em áreas "gravemente afetadas", garantiu Aghali.

O surto atual é causado por cepas "mais virulentas" de meningite do que aquelas na origem de ondas precedentes no Níger, de acordo com um especialista.

O Niger, país do árido Sahel e um dos mais pobres do mundo, é regularmente atingido por epidemias de meningite por causa de sua posição central no "cinturão da meningite", que vai do Senegal até a Etiópia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Altamente contagiosa, a meningite se manifesta por um aumento repentino da temperatura corporal, dor de cabeça intensa, vômitos e rigidez do pescoço.

AFP