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Sede da Odebrecht em São Paulo, em 2 de março de 2017

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A Procuradoria do Equador anunciou nesta quarta-feira (8) que denunciará o vice-presidente Jorge Glas com base na investigação sobre o esquema de propinas da Odebrecht, na qual se absteve de denunciar o delator da empresa brasileira, José Conceição Santos Filho.

"Será entregue um parecer acusatório contra 13 processados e apresentou-se por escrito um parecer para não denunciar outros cinco indiciados", disse à imprensa o procurador-geral, Carlos Baca, após o primeiro dia de uma audiência preparatória de julgamento por atos de corrupção promovidos pela empreiteira brasileira no Equador.

Entre os beneficiados pela decisão da Procuradoria está o brasileiro José Conceição Santos Filho, que representou a Odebrecht no Equador entre 2010 e 2016, e que denunciou ter pago propinas milionárias a funcionários públicos equatorianos, inclusive a Glas, por intermédio de um tio.

A isenção de denúncia também favoreceu outros três brasileiros, ex-funcionários da Odebrecht, e um equatoriano, entre as 18 pessoas vinculadas a um inquérito pelo crime de associação criminosa, entre eles o vice-presidente equatoriano, que está em prisão preventiva desde 2 de outubro passado.

No início da audiência, na Corte Nacional de Justiça (CNJ), o procurador anunciou que não denunciaria Santos Filho pelo fato de que já foi julgado e condenado pela justiça brasileira.

O promotor destacou que Santos Filho fez um "acordo de delação premiada" no Brasil e foi condenado a oito anos de prisão.

Glas, afastado de suas funções pelo presidente Lenín Moreno, em meio à profunda divisão entre os governistas, teria recebido do ex-diretor da Odebrecht no Equador 16 milhões de dólares em propina em troca de contratos de obras com o governo equatoriano.

Acusado pela oposição de estar envolvido em outros casos de corrupção, Glas foi responsável desde 2007 por setores estratégicos do Equador e a partir de 2013 se tornou vice-presidente.

O processo de Glas no caso Odebrecht se mistura no Equador com a luta de poder no governo, entre os partidários de Lenín Moreno e de seu antecessor, Rafael Correa.

O atual presidente é acusado por Correa, que mora atualmente com sua família na Bélgica, de se unir à oposição de direita para acabar com a chamada "revolução cidadã".

A máxima Corte Nacional de Justiça (CNJ) instalou na quarta-feira em sua sede, em Quito, a audiência preparatória do julgamento contra os 18 processados no escândalo de corrupção da empreiteira brasileira, que envolve 12 países de América Latina e África.

A Odebrecht é acusada de distribuir propinas a funcionários públicos equatorianos totalizando mais de 33,5 milhões de dólares em troca da atribuição de obras públicas.

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AFP