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Plataforma petrolífera iraniana na ilha de Jark, no Golfo Pérsico, em 12 de março de 2017

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Em crise após a forte queda dos preços do petróleo e o exagerado déficit fiscal, o Equador manifestou sua intenção de aumentar a produção da commodity, apesar do acordo firmado em 2016 com a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outras nações externas ao cartel.

"Temos necessidade de fundos para o caixa fiscal e, portanto, tomamos a decisão de aumentar a produção paulatinamente", declarou o ministro de Hidrocarburetos, Carlos Pérez, em entrevista à emissora local Teleamazonas.

O principal produto de exportação do Equador é o petróleo, e o país registra um déficit fiscal de quase 7% do PIB. Em novembro de 2016, ele assinou o acordo com a Opep - que representa um terço da oferta mundial - e países como a Rússia para produzir 1,8 milhão de barris a menos no primeiro semestre de 2017, auxiliando o preço do petróleo.

O acordo que, para o Equador, menor membro do cartel, previa a redução de 4,6% de suas extrações, foi renovado por nove meses, até março de 2018, numa reunião em Viena em maio passado.

"O país tinha uma restrição em torno de 26 mil barris diários por causa do acordo com a Opep. Lamentavelmente, a redução está em cerca de 16 mil barris diários. Não estamos cumprindo a cota que foi criado por causa das necessidades óbvias que o país tem", explicou o ministro.

Pérez não indicou quando ou quanto vai aumentar a produção, mas garantiu que a medida não afetará o grupo.

"Há um acordo não escrito para ter algum tipo de flexibilidade", afirmou. "O Equador afeta minimamente a produção geral da Opep, então o que o país fizer ou deixar de fazer não tem grande impacto" no cartel.

AFP