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O procurador-geral do Equador Galo Chiriboga, em Quito, no dia 28 de novembro de 2016

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O Estado equatoriano e a brasileira Odebrecht avançam na definição de um acordo para esclarecer supostos subornos de 33,5 milhões de dólares da construtora a funcionários equatorianos, disse nesta quinta-feira o procurador-geral, Galo Chiriboga.

"Estamos avançando neste acordo, que esperamos que possamos fechar em breve para ter acesso, desta maneira, às informações que eles tem", manifestou o funcionário ao canal Ecuavisa.

Chiriboga acrescentou que desde 22 de janeiro passado participou de várias reuniões com representantes da empresa brasileira, à qual o Equador impôs condições sobre o acordo.

"As condições estabelecem que têm que nos dar os nomes, as contas, os contratos, a rastreabilidade deste dinheiro para nós perseguirmos estas infrações", indicou.

O procurador também propôs que, caso a entrega de subornos no país seja confirmada, eles "têm que ser devolvidos ao Estado equatoriano", sem informar por parte de quem.

O Ministério Público do Equador investiga a revelação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos de que a Odebrecht pagou entre 2007 e 2016 33,5 milhões de dólares a funcionários equatorianos, e encontrou problemas com a aprovação de projetos em 2007 e 2008.

O presidente Rafael Correa expulsou a gigante brasileira em 2008 por irregularidades na construção de uma hidroelétrica. Após um acordo, a Odebrecht retornou em 2010 à nação andina.

Chiriboga afirmou que "estamos analisndo mais de 30 contratos" que são investigados desde 2007.

A justiça equatoriana bloqueou pagamentos no valor de 40 milhões de dólares à Odebrecht para garantir uma possível indenização ao Estado, e proibiu temporariamente o Estado de assinar mais contratos com a empresa brasileira, cujos escritórios no país foram vasculhados.

As autoridades ainda não envolveram ninguém no suposto caso de corrupção da Odebrecht, que explodiu em meio à eleição presidencial para designar o sucessor do socialista Correa, no poder desde 2007.

O ex-vice-presidente governista Lenín Moreno e o opositor de direitoa Guillermo Lasso disputarão o segundo turno em 2 de abril.

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AFP