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Equipes de saúde representam 14% dos casos de COVID-19 na Argentina

Mulher usa máscara em Buenos Aires, em 17 de abril de 2020, em meio à pandemia de coronavírus. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. abril 2020 - 22:47
(AFP)

Os profissionais de saúde representam 14% dos 2.669 casos de coronavírus na Argentina.

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (17) que 374 infecções foram confirmadas entre as equipes médicas, de um total de 2.669 no país. Também correspondem a três dos 122 óbitos.

"Cadeias de transmissão foram observadas em diferentes instituições (médicas) e isso tem como explicação o fato de que as equipes trabalham em mais de um hospital", disse a vice-ministra, Carla Vizzotti.

"A principal via de transmissão é horizontal, entre os integrantes, e não a partir dos pacientes", acrescentou.

As mortes dos trabalhadores foram registradas nas províncias de La Rioja, Chaco e Río Negro.

O contágio entre os os que estão na linha de frente motivou protestos em hospitais, como em Belgrano, na periferia de Buenos Aires, onde 18 trabalhadores testaram positivo.

Os profissionais chegaram a pedir às autoridades que testassem todas as equipes e fornecessem equipamentos de proteção individual.

"Nos disseram que a fase da epidemia não exigia tais medidas e o resultado foi esse", denunciou Orlando Restivo, neonatologista e líder sindical em uma assembleia nos portões do Hospital Belgrano nesta sexta-feira.

"Se não tivermos os equipamentos necessários para circular no hospital, não vamos trabalhar. Eles preferem não gastar os poucos suprimentos que adquirem", disse Federico Lescano, técnico de laboratório e também líder do sindicato.

A Argentina está em isolamento obrigatório desde 20 de março. Embora a quarentena dure pelo menos até 26 de abril, as autoridades estão avaliando a flexibilização de algumas restrições.

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