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O presidente interino Michel Temer, em Brasília, no dia 25 de maio de 2016

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O ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, tornou-se hoje o segundo membro de alto escalão a entregar o cargo em menos de um mês do governo interino de Michel Temer (PMDB).

Silveira apresentou sua renúncia depois do vazamento de um áudio, no qual criticava a Operação Lava-Jato.

Há uma semana, o então ministro do Planejamento, Romero Jucá, pediu licença de suas funções, tendo sua exoneração publicada no Diário Oficial no dia seguinte, após outro áudio polêmico.

Nas gravações divulgadas pela Rede Globo no domingo à noite, ouve-se Silveira conversando sobre a Operação Lava-Jato com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, ambos investigados.

O áudio foi feito em março, quando Silveira ocupava um cargo no Conselho Nacional de Justiça. Na conversa, Silveira sustenta que a Procuradoria-Geral estava "perdida" no caso da Petrobras e orienta a Machado sobre como encarar seu processo.

Em sua carta de demissão, Silveira disse que nunca imaginou "ser alvo de especulações tão insólitas".

"Foram comentários genéricos e simples opinião, decerto amplificados pelo clima de exasperação política que todos testemunhamos. Não sabia da presença de Sérgio Machado. Não fui chamado para uma reunião. O contexto era de informalidade baseado nas declarações de quem se dizia a todo instante inocente", de acordo com um trecho da carta divulgada por Silveira.

Hoje, funcionários dessa pasta criada por Temer para lutar contra a corrupção protestaram em Brasília pela saída do ainda ministro. A ONG Transparência Internacional se uniu ao movimento.

AFP