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Mais de 1.000 escritores alemães ou que escrevem na língua germânica assinaram uma carta que denuncia os métodos utilizados pela Amazon com a editora escandinava Bonnier, muito presente na Alemanha.

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Mais de 1.000 escritores alemães ou que escrevem na língua germânica assinaram uma carta que denuncia os métodos utilizados pela Amazon com a editora escandinava Bonnier, muito presente na Alemanha.

Assim como já fizeram 900 escritores americanos que pediram à gigante da distribuição na internet o fim das pressões sobre a filial americana da editora francesa Hachette, 1.188 escritores alemães se consideram "sequestrados" pela Amazon na carta aberta publicada na rede.

"Nos últimos meses, os autores da Bonnier foram boicoteados e seus livros não aparecem nos estoques", afirma a carta, assinada, entre outros, pela austríaca Elfriede Jelinek, Prêmio Nobel de Literatura-2004, por Ferdinand von Schirach e Regula Venske, secretária-geral do PEN-Zentrum, sociedade dos autores da Alemanha.

"Os livros são distribuídos de forma mais lenta, a disponibilidade é objeto de falsas declarações e os autores não aparecem nas listas dos autores recomendados", completa o texto.

"A Amazon não tem o direito de 'sequestrar' um grupo de autores que não faz parte do conflito", destacam os signatários. A disputa, sobre a qual nem a Amazon nem a Bonnier falam oficialmente, é motivada por condições comerciais.

O grupo editorial escandinavo Bonnier é muito importante no mercado alemão, onde possui as editoras Ullstein, Carlsen e Piper.

Os escritores convidam seus leitores a escrever para o fundador da Amazon, Jeff Bezos, e ao diretor da Amazon na Alemanha, Ralf Kleber, para "apresentar sua opinião sobre as formas de pressão recentemente utilizadas".

No fim de junho, a associação de livrarias da Alemanha apresentou uma ação no conselho de concorrência do país contra a Amazon, acusada de "chantagem" em suas práticas comerciais e de abuso de posição dominante.

AFP