A ONG de resgate dos migrantes Proactiva Open Arms denunciou nesta segunda-feira que o governo espanhol do socialista Pedro Sánchez os impede de deixar o porto de Barcelona para retomar sua missão humanitária no Mar Mediterrâneo.

"Bloqueado novamente no porto, a Capitania Marítima de Barcelona (subordinado ao Ministério espanhol de Desenvolvimento) nega permissão aos Open Arms para navegar até o Mediterrâneo central", tuitou a organização.

O navio havia atracado em um porto no sul da Espanha em 28 de dezembro para desembarcar 311 imigrantes que haviam resgatado uma semana antes da costa líbia e haviam sido rejeitados pela Itália e por Malta.

Depois de recarregar suprimentos em Barcelona, o navio estava programado para partir em 8 de janeiro, mas sua saída foi negada pelas autoridades portuárias.

De acordo com um comunicado do Ministério do Desenvolvimento, o navio "não cumpre com vários preceitos das regulamentações internacionais sobre salvamento no mar".

O Open Arms opera na costa da Líbia, uma área onde a Espanha não tem poderes de resgate, disse o ministério.

Em um recurso aberto em 10 de janeiro, a ONG solicitou às autoridades portuárias que permitissem que o navio partisse "para executar tarefas de observação e vigilância no Mediterrâneo central".

O fechamento dos portos italianos e malteses aos migrantes, bem como o acordo entre a União Europeia e a Líbia para limitar o fluxo migratório fizeram da Espanha a principal porta de entrada para os migrantes para a Europa em 2018, com 55.756 chegadas por mar, segundo o ACNUR.

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