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O presidente venezuelano Nicolás Maduro, no Panamá, no dia 10 de abril de 2015

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A Espanha considerou "intoleráveis" as declarações do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em reação a um pedido do Parlamento de Madri pela libertação de opositores políticos, que a chancelaria espanhola chamou de "insultos e ameaças".

"O governo considera intoleráveis as últimas declarações, insultos e ameaças proferidas pelo presidente Maduro contra a Espanha", afirma um comunicado do ministério das Relações Exteriores.

"As autoridades espanholas foram e sempre serão respeitosas da dignidade das pessoas que ocupam cargos de governo na Venezuela", completa.

Caracas reagiu qualificando a posição de Madri de "ingerência" e "falta de respeito ao governo e ao presidente" venezuelanos, e convocou o embaixador espanhol, Antonio Pérez-Hernández y Torra.

"Informamos ao embaixador do reino da Espanha que as autoridades de seu governo devem se limitar ao estrito apego ao direito internacional", revelou a chefe da diplomacia venezuelana, Delcy Rodríguez, reafirmando que Madri deve respeitar "a soberania da Venezuela".

Na terça-feira, o presidente venezuelano chamou o primeiro-ministro espanhol, o conservador Mariano Rajoy, de "racista" e afirmou que estudava respostas à "agressão de que estão sendo vítimas os venezuelanos por parte das elites corruptas e corrompidas da Espanha".

"Que as Cortes (espanholas) opinem sobre sua mãe, mas que não opinem sobre a Venezuela", disse Maduro.

O presidente da Venezuela reagiu desta maneira à provação no Congresso espanhol de uma moção a favor da "libertação imediata" dos líderes opositores venezuelanos Leopoldo López e Antonio Ledezma, assim como de outros políticos detidos no país, e que pede ao Executivo espanhol que trabalhe neste sentido.

O governo de Madri convocou nesta quarta-feira o embaixador venezuelano, Mario Ricardo Isea, para expressar o "mal-estar e rejeição" com as palavras de Maduro.

AFP