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Espanha pode se tornar país com maior expectativa de vida em 2040

(Arquivo) Funcionário municipal faz reparações em estação pública de bicicletas elétricas em Madri, em 13 de agosto de 2015 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. outubro 2018 - 23:25
(AFP)

A Espanha pode se tornar, em 2040, o país com a maior expectativa de vida do mundo, desbancando o Japão, informou um estudo na quarta-feira (17), que afirma que a principal causa de morte prematura no país ibérico será o Mal de Alzheimer.

Nessa classificação estabelecida pelo Instituto de Avaliação e Métricas de Saúde (IHME), da Universidade de Washington, a Espanha subiria da quarta posição em 2016 para a primeira em 2040, passando de uma expectativa de vida de 82,9 para 85,8 anos, se "tendências atuais de saúde" forem confirmadas.

O país ibérico seria seguido por outros três com uma expectativa de vida de mais de 85 anos: Japão (85,7 anos em 2040), Singapura (85,4) e Suíça (85,2), de acordo com esse "ranking" de 195 países publicados no revista médica The Lancet.

O maior retrocesso em um país rico será registrado pelos Estados Unidos, com uma queda de 43º para 64º lugar, devido a um aumento na expectativa de vida de apenas 1,1 ano, para 79,8 anos.

Já a China subirá de 68º para 39º, diz o estudo financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates.

Na América Latina, a Costa Rica continuará sendo o país com maior expectativa de vida na região, embora perca uma posição na classificação (de 29º para 30º) e passe de 80,7 para 82,8 anos. O México vai cair 18 posições (de 69º a 87º), o mesmo que a Venezuela (de 80º a 98º). O Brasil perderá uma (de 81º para 82º) e a Colômbia subir[a duas (de 46º para 44º).

- Causas de mortes prematuras -

O estudo estabelece em paralelo as principais causas de morte prematura em alguns países.

Por exemplo, na Espanha, as doenças isquêmicas do coração, o Mal de Alzheimer e o câncer de pulmão foram as principais causas de mortes prematuras em 2016. Já em 2040, o Mal de Alzheimer será o principal responsável.

Os autores do estudo alertam para um "aumento significativo de mortes por doenças não transmissíveis, como diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal crônica e câncer de pulmão", bem como "uma piora da saúde devido à obesidade".

Os cinco fatores que os autores dizem que terão maior impacto na mortalidade prematura no mundo serão a hipertensão, os elevados índices de massa corporal (IMC), os altos níveis de açúcar no sangue, o tabaco e o álcool. O sexto será a poluição do ar.

No entanto, eles asseguraram que "há um grande potencial" para modificar essa deterioração da saúde no mundo, se os governos "enfrentarem os fatores de risco" e tomarem medidas para melhorar os níveis de educação e a renda per capita.

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