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Espanha prende mulheres que pretendiam aderir à jihad

(Maio) Forças de segurança prendem em Melilla um suposto membro de uma célula jihadista afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. agosto 2014 - 12:58
(AFP)

Duas mulheres, uma delas menor de idade, foram detidas na Espanha quando pretendiam contactar uma rede que supostamente as enviaria para combater com os jihadistas do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL), anunciou o Ministério do Interior.

Um comunicado cita a primeira detenção na Espanha de mulheres que estavam dispostas a "integrar-se plenamente em células terroristas do autodenominado Estado Islâmico".

As duas jovens, uma delas identificada como Fauzia Allal Mohamed, de 19 anos, foram detidas na fronteira entre Marrocos e o território espanhol de Melilla, no norte da África.

"Ambas pretendiam atravessar a fronteira para Marrocos com o objetivo de contactar a rede que as transportaria de forma iminente a uma zona de conflito entre Síria e Iraque", completa o comunicado do ministério.

"A intenção era integrar-se a alguma das células da organização terrorista do autodenominado Estado Islâmico, liderada por Abu Bakr al-Baghdadi", completa.

Os jihadistas do EIIL anunciaram no fim de junho a criação de um "califado islâmico" nas regiões conquistadas pela organização no Iraque e na Síria.

Em uma gravação de áudio divulgada na internet, o EIIL, que desde então virou apenas "Estado Islâmico", designou seu líder Abu Bakr al-Baghdadi "califa" e, portanto, "líder dos muçulmanos" em todo o mundo.

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