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Grafitti com logotipo do ETA, no dia 30 de março de 2017

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A Espanha comemorou nesta segunda-feira com vários atos o 30º aniversário do atentado mais fatal da organização independentista basca ETA, que colocou um carro-bomba na garagem de um centro comercial em Barcelona deixando 21 mortos e 45 feridos.

Foram "21 vidas interrompidas, pela barbárie e injustiça terrorista [...], de trabalhadores do centro comercial, pessoas inocentes que faziam as suas compras, entre elas uma mulher grávida e quatro menores de idade", recordou o ministro do Interior, Juan Ignacio Zoido.

Ele e a vice-presidente do governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaría, inauguraram nesta segunda-feira uma exposição em Barcelona em homenagem às vítimas do pior atentado do ETA em quatro décadas de luta armada pela independência do País Basco e de Navarra (norte da Espanha).

Além disso, o ministro participou de outro ato em homenagem, no local do atentado, junto com o presidente regional catalão, Carles Puigdemont, e o basco, Iñigo Urkullu, organizado pelas associações de vítimas do terrorismo na Catalunha.

Em 19 de junho de 1987, o grupo armado colocou um carro-bomba com 27 quilos de amonal e 200 quilos de gasolina, cola e lascas de sabão no estacionamento do centro comercial Hipercor, localizado no bairro operário do norte de Barcelona.

Pelo Twitter, a Casa Real ofereceu "apoio, solidariedade e lembrança" às vítimas e seus familiares, enquanto o chefe de governo, Mariano Rajoy, assegurou que "por mais que se passem muitos anos, as vítimas do terrorismo continuam em nossa memória".

Em 2011, o ETA renunciou à luta armada e em 8 de abril anunciou o seu "desarme total" com a entrega à Justiça francesa, por intermediários, de uma lista de oito depósitos de armas e explosivos na França.

O governo espanhol exige a sua dissolução sem condições, embora a organização queira negociar concessões para os seus membros presos.

"Não há outro caminho que não pela lei [...]. Não há a possibilidade de se distanciar desse caminho nem na luta antiterrorista, nem na política penitenciária", advertiu Zoido.

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