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Um grupo de pessoas de pé em uma doca na década de 1930 e ao fundo uma mulhar sentada que alguns pensavam ser Amelia Earhart, no Atol Jaluit, Ilhas Marshall

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Uma fotografia revelada recentemente, que supostamente mostra a aviadora Amelia Earhart nas Ilhas Marshall em 1937, é na realidade de um livro japonês publicado anos antes de seu desaparecimento, afirmou nesta quarta-feira um especialista militar.

A imagem desfocada que aparentemente mostrava uma mulher branca sentada em um cais das Ilhas Marshall provocou muito interesse em todo o mundo ao ser incluída em um documentário do History Channel, exibido na semana passada.

A imagem renovou o interesse pela americana, pioneira da aviação, e seu copiloto, Fred Noonan, que despareceram em julho de 1937 quando sobrevoavam o Pacífico em uma tentativa de dar a volta ao mundo.

O programa do History Channel sugeriu que a foto sem data encontrada no Arquivo Nacional de Washington mostra Earhart e Noonan capturados pelas forças japonesas.

Mas o analista militar Matthew B. Holly​ afirmou que conseguiu rastrear a imagem, publicada originalmente em um livro de viagens à Micronésia escrito por um japonês e que foi publicado antes do desaparecimento de Earhart.

O especialista aponta que, ao contrário da fotografia do Arquivo de Washington, a original, disponível na Biblioteca Nacional do Parlamento do Japão (), tem a data e informa que foi feita no Atol Jaluit em 1935.

O livro de viagens, de 111 páginas, foi publicado um ano depois.

"Não há dúvida de que a foto foi tirada em 1935", disse Holly​ à AFP.

"O livro é uma coleção de fotos de um homem (japonês) viajando em um navio (...) No final há uma série de fotografias das Ilhas Marshall", disse.

Matthew B. Holly​, um americano que vive em Majuro, capital das Ilhas Marhall, passou décadas procurando aviões americanos perdidos e militares falecidos neste país.

Earhart e Noonan desapareceram depois de decolar de Lae, em Papua-Nova Guiné. Historiadores acreditam que ficaram sem combustível e seu avião, um bimotor Lockheed Electra, caiu no Pacífico, perto da remota Howland Island.

AFP