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(Arquivo) Uma mulher fuma um cigarro eletrônico em Washington, DC, no dia 25 de setembro de 2013

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Os cigarros eletrônicos deveriam ser prescritos por clínicos gerais aos fumantes que quiserem deixar o hábito, asseguram especialistas em saúde pública em um estudo publicado nesta quarta-feira.

Segundo a pesquisa, encomendada pela Autoridade de Saúde Pública da Inglaterra (PHE, na sigla em inglês), o uso de cigarros eletrônicos é 95% menos nocivo do que fumar cigarro de tabaco.

"Os cigarros eletrônicos poderiam ser uma nova solução para as pessoas com dificuldade em deixar [o cigarro] usando os métodos tradicionais", destacou Kevin Fenton, diretor de saúde e bem-estar do PHE.

Os médicos britânicos não são autorizados atualmente a prescrever o uso de cigarros eletrônicos, mas os autores do estudo esperam que a Agência Britânica de Controle Sanitário possa autorizar este tratamento em breve.

Os cigarros eletrônicos, que mediante uma bateria aquecem um líquido que pode conter nicotina, "poderiam representar uma mudança substancial para a saúde pública", avaliou a professora Ann McNeill, do King's College de Londres, coautora do estudo.

Segundo dados do Serviço Nacional de Saúde (NHS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no Reino Unido, onde uma em cada cinco pessoas fuma.

"O tabagismo continua sendo a maior causa de morte no Reino Unido e o melhor que um fumante pode fazer é deixar [o vício]", afirmou o professor Fenton.

"Os cigarros eletrônicos não estão completamente isentos de riscos, mas comparados com o tabaco, a evidência é que só contêm uma pequena parte dos danos", concluiu.

AFP