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(Arquivo) Uma equipe de especialistas em computação insistiu nesta terça-feira que as forças de ordem não devem ter acesso às comunicações encriptadas, algo que as autoridades desejam obter para combater o terrorismo

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Uma equipe de especialistas em computação insistiu nesta terça-feira que as forças de ordem não devem ter acesso às comunicações encriptadas, algo que as autoridades desejam obter para combater o terrorismo, porque isso abriria caminho a atores maliciosos.

Uma pesquisa publicada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) rejeita as alegações das autoridades britânicas e americanas de que tal acesso é a resposta política necessária para lutar contra o crime e o terrorismo.

Fornecer este tipo de acesso "abrirá portas através das quais os criminosos e as nações-Estado maliciosas poderão atacar os mesmos indivíduos que as forças de ordem pretendem defender", disse o relatório produzido por 13 cientistas.

O estudo foi divulgado um dia após o diretor do FBI, James Comey, convocar um debate público sobre o uso das comunicações encriptadas. Em seu chamado, o agente disse que os americanos podem não estar se dando conta da veemência com que grupos radicais e criminosos usam a tecnologia.

Comey também argumentou, no texto publicado em seu blog, que os militantes islamitas - entre outros - usam comunicações encriptadas para evitar ser detectados.

O jornal New York Times, que havia informado anteriormente sobre este estudo, informou que se espera que Comey peça em uma audiência no Congresso este acesso às comunicações encriptadas para não trabalhar "às escuras".

No entanto, os cientistas informáticos apontam que qualquer esforço orientado a dar acesso às forças de ordem pode ser não apenas complexo, mas também trazer consequências inesperadas. Entre elas sufocar a inovação e criar entre o público um ambiente de hostilidade em relação aos novos produtos tecnológicos.

"Os custos seriam importantes; o dano à inovação severo e as consequências sobre o crescimento econômico difíceis de prever", afirmam.

Também disseram que fornecer às autoridades um acesso especial criaria muitos desafios técnicos e legais. Não estaria claro quem teria acesso e quem estabeleceria as normas.

AFP