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(Arquivo) Equipe trabalha na restauração do navio Mary Rose, em Portsmouth, no dia 7 de maio de 2013

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Pesquisadores britânicos solicitaram a participação de cientistas do mundo inteiro para reconstruir os esqueletos do naufrágio do Mary Rose, enterrados durante séculos no fundo do mar, e nesta segunda-feira divulgaram on-line um catálogo em 3D com parte destes restos recuperados nas escavações.

O Mary Rose Trust e as Universidades de Swansea e Oxford, que dirigem o projeto, já fotografaram uma dezena de crânios por todos os ângulos, graças a uma tecnologia inovadora de tratamento de imagens chamada fotogrametria, que permite reconstruir essas ossamentas em 3D.

Os modelos em 3D destes restos, encontrados nos destroços do navio afundado em 1545 diante das costas de Portsmouth (sul da Inglaterra), estão disponíveis para os pesquisadores na forma de um catálogo on-line acessível na página virtualtudors.org. O público em geral só tem acesso a uma amostra dessas reconstruções.

"A divulgação on-line desses recursos permitirá a cientistas de todo o mundo participar do projeto, estudando as reconstruções em 3D", disse no site do projeto Catherine Fletcher, professora na Universidade de Swansea.

Mais de 10.000 ossos foram encontrados, mas até agora apenas 92 esqueletos foram reconstruídos. Um cozinheiro, um carpinteiro, assim como oficiais e arqueiros foram identificados.

Os pesquisadores estão trabalhando na reconstrução dos esqueletos de membros importantes da tripulação, entre eles o capitão.

Navio-almirante da armada do rei Henry VIII da Inglaterra no início da Royal Navy, o Mary Rose, após 34 anos de prestação de serviços combatendo a frota francesa, foi afundado durante a batalha do Solent em circunstâncias misteriosas.

Quase 500 homens perderam a vida neste naufrágio, que ocorreu diante dos olhos do próprio rei. Apenas 30 pessoas sobreviveram.

Uma parte do navio ficou enterrada na lama do leito marinho, e o resto desapareceu devido à erosão.

Os destroços foram encontrados mais de quatro séculos depois, em 1971, e finalmente trazidos à superfície em 1982, em uma operação espetacular transmitida pela televisão.

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AFP