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(E-D) François Fillon, Emmanuel Macron, Jean-Luc Melenchon, Marine Le Pen e Benoît Hamon, em Paris, em 20 de março de 2017

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A exatas duas semanas de um primeiro turno bastante incerto da eleição presidencial na França, o candidato da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, e o da direita, François Fillon, realizaram grandes comícios neste domingo (9), na esperança de contradizer as pesquisas e chegar ao segundo turno.

De acordo com as últimas enquetes, o centrista pró-europeu, Emmanuel Macron, e sua rival de extrema direita, Marine Le Pen, venceriam a votação em 23 de abril, disputando o segundo turno em 7 de maio. Ambos lideram as pesquisas de intenção de votos, com 23% cada.

Macron e Le Pen estão, porém, em leve queda nas sondagens, diferentemente de Mélenchon, que conta com o apoio dos comunistas e registra um avanço espetacular nos últimos dias. Isso o colocaria em situação de emparelhamento com François Fillon, que aparece com pelo menos 19% das preferências no primeiro turno.

"A irrupção de Jean-Luc Mélenchon" na linha de frente "altera todos os prognósticos e gera dúvidas entre os favoritos. E se o sprint final do primeiro turno for disputado entre quatro?", questionava no semanário francês L'Obs neste domingo.

Mélenchon, de 65 anos, um defensor da ruptura com os tratados da Europa "liberal", saudou neste domingo esse "novo entusiasmo" em torno de sua campanha, discursando para uma multidão de milhares de pessoas reunidas ao ar livre no porto de Marselha (sul).

Já Fillon, enfraquecido pelo escândalo de empregos-fantasma que o fez perder a condição de franco favorito, reuniu hoje alguns milhares de simpatizantes em Paris.

Agora, ele tenta remobilizar seus eleitores para mostrar a unidade da direita, que esteve à beira de implodir depois da eclosão do escândalo que envolveu sua mulher e seu filho.

O número de indecisos nunca foi tão alto na França, faltando tão pouco para as eleições. Um em cada três franceses ainda não sabe em quem votar, ou admite que ainda pode mudar sua escolha.

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