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Michel Temer (C), Eliseu Padilha (E) e Torquato Jardim, em Brasília, em 28 de agosto de 2017

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O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão processará judicialmente o ministro da Justiça Torquato Jardim, que acusou a Polícia Militar (PM) do estado de estar fora de controle e de ter comandantes "sócios do crime organizado".

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que é do Rio de Janeiro, disse que aguarda a apresentação das "provas", por Jardim, de suas acusações.

"Fiquei perplexo esperando recuo do ministro. Ao invés do recuo, ele deu uma longa entrevista ao jornal 'O Globo' reafirmando suas acusações", disse Maia. "O que esperamos, quando o ministro da Justiça, responsável pela área de segurança pública, dá uma declaração dessas, é que ele apresente as provas".

Jardim fez as polêmicas declarações em uma entrevista ao portal UOL, na terça-feira, no contexto do assassinato do comandante do 3º BPM (Méier), tenente-coronel Luiz Gustavo Teixeira.

Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios, a morte do coronel teria sido em decorrência de um assalto, mas o ministro considerou que era um "acerto de contas".

"Ninguém assalta dando dezenas de tiros em cima de um coronel à paisana", afirmou.

Ao longo deste ano, já houve 113 policiais militares assassinatos no Rio de Janeiro.

Pezão condenou as acusações de Jardim e garantiu que "o governo do estado e o comando da Polícia Militar não negociam com criminosos".

O secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, anunciou à tarde que a Procuradoria do estado do Rio pedirá na Justiça que o ministro esclareça suas acusações.

O comandante geral da PM, o coronel Wolney Dias afirmou que também é signatário da ação judicial que vai exigir explicações do ministro.

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AFP