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Membros da guarda-costeira buscam por sobreviventes do naufrágio do ferry Sewol, em 16 de abril de 2014, em imagem divulgada pela Guarda-Costeira da Coreia do Sul. Dos 476 pessoas passageiros, 325 frequentavam o instituto Dawon e apenas 75 deles sobreviveram.

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Os estudantes sul-coreanos que sobreviveram ao naufrágio de um ferry em abril, tragédia que deixou mais de 300 mortos, começara nesta segunda-feira a prestar depoimento por vídeo no julgamento da tripulação.

Os adolescentes chegaram ao tribunal de Ansan, cidade ao sul de Seul onde se encontra o instituto dos estuantes que se encontravam a bordo do ferry "Sewol" em uma viagem escolar.

A polícia impediu que o público se aproximasse do prédio.

O julgamento acontece em Gwangju, sul de Seul, mas juízes e advogados se deslocaram para o tribunal de Ansan para ouvir os 17 estudantes sobreviventes e que aceitaram participar no processo.

Como medida de proteção, a corte aceitou que os adolescentes prestassem depoimento em uma sala ao lado do tribunal, na companhia de parentes.

Os nomes dos jovens não foram divulgados. Seus rostos não podem ser vistos pelos juízes e advogados.

Das 476 pessoas a bordo do "Sewol" quando naufragou à altura do litoral meridional da Coreia em 16 de abril, 325 frequentavam o instituto Dawon e apenas 75 deles sobreviveram.

O capitão do "Sewol", Lee Joon-seok, e três oficiais são acusados de homicídios por negligência qualificados e podem ser condenados à morte.

Eles abandonaram o barco enquanto centenas de pessoas permaneciam a bordo. Vários tripulantes permaneceram no ferry e morreram afogados.

Os estudantes a bordo não receberam qualquer tipo de informação sobre a gravidade da situação.

AFP