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A ExxonMobil sabia desde os anos 1980 que as mudanças climáticas eram um fenômeno real causado pelo homem, mas, em público, alimentou as dúvidas, enganando seus acionistas e cidadãos

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A ExxonMobil sabia desde os anos 1980 que as mudanças climáticas eram um fenômeno real causado pelo homem, mas, em público, alimentou as dúvidas, enganando seus acionistas e cidadãos, segundo um estudo publicado nesta terça-feira.

O artigo, que amplia uma pesquisa do site InsideClimate News divulgada em 2015, se baseia na análise de 187 documentos produzidos pelo gigante petroleiro americano entre 1977 e 2014: publicações científicas, documentos internos e artigos pagos no New York Times.

"Identificamos uma contradição sistemática entre o que a Exxon dizia sobre as mudanças climáticas nos círculos privados e acadêmicos e o que dizia em público no New York Times", explicou à AFP Geoffrey Supran, um dos autores do estudo publicado na Environmental Research Letters.

Assim, em 83% das publicações científicas e em 80% dos documentos internos estudados se reconhece que a mudança climática é "real e causada pelo homem", mas paralelamente, em "81% dos artigos publicados no New York Times expressam dúvidas" sobre isso.

Para os autores, Supran e Naomi Oreskes, da Universidade de Harvard, ao ter financiado a pesquisa científica, a ExxonMobil "contribuiu para o progresso da ciência sobre o clima", mas enquanto isso "alimentou as dúvidas" sobre o fenômeno.

"A ExxonMobil enganou o público", concluíram os especialistas em História das Ciências.

Supran e Oreskes explicaram ter desenvolvido o estudo depois que a companhia desmentiu as informações de alguns veículos de mídia, que acusaram a empresa de ter ocultado dados científicos sobre as mudanças climáticas.

"Rechaçamos claramente as acusações (...) Nossa empresa, de forma contínua, pública e aberta, investigou e falou dos riscos ligados às mudanças climáticas", defendeu a empresa, na qual o atual secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, passou 41 anos, dirigindo-a entre 2006 e 2016.

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AFP