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Uma fórmula usada amplamente nos Estados Unidos para calcular o risco cardiovascular sobrestima os riscos de infarto ou acidente vascular cerebral em cinco anos, o que leva médicos a receitarem doses mais altas que o necessário de drogas para baixar o colesterol, alerta estudo publicado nesta segunda-feira

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Uma fórmula usada amplamente nos Estados Unidos para calcular o risco cardiovascular sobrestima os riscos de infarto ou acidente vascular cerebral em cinco anos, o que leva médicos a receitarem doses mais altas que o necessário de drogas para baixar o colesterol, alerta estudo publicado nesta segunda-feira.

"A sobrestimação do risco é de aproximadamente cinco a seis vezes" acima do real, indicou Alan Go, chefe do serviço de pesquisa cardiovascular do grupo Kaiser-Permanente, da Califórnia, e autor principal do trabalho publicado na revista do Colégio Americano de Cardiologia.

"Isto significa que um grande número de pessoas poderiam estar recebendo um tratamento" errôneo, indicou Go.

A equação em questão é usada para estimar o risco de probabilidade de arteriosclerose - ou enfermidade causada pelo entupimento das artérias - e de doença cardiovascular. Ela foi publicada em 2013 e foi "considerada um passo importante", afirma o estudo.

No entanto, segundo a pesquisa, a fórmula foi criada a partir de estimações feitas com grupos de voluntários cuja diversidade étnica e faixas de idade não refletem a realidade.

O estudo atual foi feito com 307.591 homens e mulheres de entre 40 e 75 anos entre 2008 e 2013, de diversas origens étnicas. Nenhum dele tinha diabetes, doenças cardiovasculares, nem usavam remédios para baixar o colesterol.

Usando essa população, os pesquisadores descobriram que a incidência atual de infarto e acidentes cerebrovasculares como resultado da arteriosclerose é menor do que o que indicam os resultados da fórmula geralmente usada pelos médicos americanos, aponta o estudo.

Nos casos em que o risco é de 2,5%, a incidência real não ultrapassa 0,2%. Para pessoas cujo risco calculado é de entre 2,5% e 3,7%, a taxa real seria de 0,65%, e para os riscos de 5% a taxa corrigida seria de 1,85%.

"Nosso estudo demostra claramente a necessidade de recalibrar a equação que estabelece o risco de doenças cardiovasculares, devido a que suas implicações para a saúde pública são significativas", afirmou Go.

AFP