Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Uma salina de L'Epine, na ilha francesa de Noirmoutier, em 18 de julho de 2013.

(afp_tickers)

O consumo excessivo de sal causa 1,65 milhão de mortes ao ano no mundo, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira, segundo o qual a ingestão diária dobra a quantidade recomendada pela OMS.

O excesso de sal pode causar pressão alta, que é um fator causador de doenças cardíacas e derrames, segundo um estudo publicado no New England Journal of Medicine.

Essas mortes "representam quase uma em cada dez mortes por causas cardiovasculares em todo o mundo", disse o encarregado da pesquisa, Darius Mozaffarian, decano da Escola Friedman de Ciências e Normas da Nutrição, da Universidade de Tufts (Massachussets, nordeste).

Cientistas desta universidade e de Harvard pesquisaram a ingestão de sódio de 205 participantes de 66 países e concluíram que a média diária de consumo em 2010 foi de 3,95 gramas, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda não ingerir mais de duas gramas por dia.

"Essas novas conclusões denunciam a necessidade de políticas fortes para reduzir o sódio nas dietas nos Estados Unidos e em todo o mundo", acrescentou Mozaffarian.

Os números variam de acordo com as regiões: a ingestão foi de 2,18 gramas por dia na África Subsaariana, enquanto na Ásia Central alcançou 5,51. Nos Estados Unidos foi de 3,6. O governo americano recomenda 2,3 gramas.

No entanto, um artigo anexo da doutora Suzanne Oparil, da Universidade do Alabama (sul), pediu cautela na hora de interpretar os resultados pela "falta de dados de alta qualidade".

Outra pesquisa publicada no mesmo número do New England Journal of Medicine mostrou que tanto índices altos e baixos de sódio são vinculados a um risco maior de uma pessoa morrer ou desenvolver doenças cardiovasculares.

Segundo a doutora Oparil, isto torna mais complexo o tema de se as dietas pobres em sódio podem causar prejuízos à saúde.

AFP