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Uma baleia-minke-antártica próximo de um barco de observação da fauna marítima em Reykjavik, capital da Islândia, em 23 de abril de 2009.

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As baleias-minke-antárticas participam de um frenesi alimentar subaquático, enchendo suas enormes bocas até 100 vezes por hora enquanto engolem quilos e quilos de krill (crustáceo similar ao camarão), durante o verão, revelou uma nova pesquisa publicada nesta sexta-feira.

A Divisão Antártica Australiana revelou que esta foi a primeira vez que se registrou este comportamento alimentar dos animais debaixo do gelo marinho e o ritmo frenético da atividade foi inesperado.

"Ficamos realmente surpresos", explicou à AFP o chefe científico da divisão, Nick Gales.

"Foi incrível realmente testemunhar e ver o incrível número (de botes na comida) e a forma inteligente como conseguiram usar seu comportamento para explorar o krill debaixo do gelo marinho", acrescentou.

Como outras baleias, as minke avançam com suas bocas escancaradas para coletar a comida, capturando um enorme volume d'água que expelem posteriormente, enquanto mantêm os peixes dentro.

Enquanto a enorme baleia-azul faz apenas duas ou três destas investidas durante um mergulho para pescar, a minke, bem menor, pode repetir o procedimento mais de 20 vezes, às vezes com intervalos de 30 segundos.

"É bem difícil viver na Antártica, capturar uma presa e quando estes caras encontram a sua, trabalham incrivelmente duro", disse Gales.

Os registros foram possíveis graças a marcadores de satélite, instalados por cientistas australianos e americanos nos animais na costa oeste da Península Antártica, em 2013.

Os marcadores mediram a orientação, a profundidade e a aceleração das baleias, disse Gales, acrescentando que o estudo também revelou que o comprimento da minke, de cerca de 9 metros, permite a ela ter acesso sob o gelo a áreas que a baleia-azul, bem maior, não consegue chegar.

"A presa favorita da minke, o krill antártico, se agrega sob o gelo marinho e atrai as baleias para o local, causando estes frenesis alimentares", acrescentou Gales em um comunicado.

"Qualquer mudança futura no gelo marinho tem o potencial de impactar os hábitos alimentares das baleias-minke", disse.

AFP