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Os presidentes americano, Barack Obama (D), e cubano, Raúl Castro, apertam as mãos às margens da Cúpula das Américas, no Panamá

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As conversações entre Cuba e os Estados Unidos para restabelecer as relações diplomáticas avançam em uma "direção positiva", mas a reabertura das respectivas embaixadas ainda não tem data, afirmou nesta quarta-feira o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby.

"As discussões continuam e penso que estão se movendo numa direção positiva. Nossas equipes continuam falando e as conversações vão bem. Mas não tenho um cronograma para dar", disse o porta-voz em coletiva de imprensa.

Depois de quatro reuniões de alto nível e diversos encontros de equipes técnicas, cubanos e americanos parecem perto de selar um acordo para a reabertura das embaixadas, mas as duas partes admitem que ainda restam detalhes a negociar.

Segundo a legislação, o Departamento de Estado teria que notificar o Congresso com um prazo de pelo menos 15 dias de antecedência a decisão de mudar a condição da atual Seção de Interesses dos Estados Unidos em Havana à de embaixada plena.

Kirby disse nesta quarta-feira que o Departamento de Estado ainda não enviou esta notificação ao Congresso.

Na semana passada, uma fonte do Departamento de Estado explicou que este prazo não significa necessariamente que esta mudança ocorra precisamente em 15 dias. "É um sinal ao Congresso de que sabemos que vamos abrir uma embaixada" em breve, explicou uma fonte diplomática.

De qualquer forma, os sinais da proximidade de um acordo se tornam evidentes.

Na Seção de Interesses de Cuba em Washington, o pessoal diplomático já instalou no jardim dianteiro da mansão centenária o mastro onde será hasteada a bandeira cubana, quando os dois países restabelecerem as relações diplomáticas.

No entanto, diversas fontes coincidem em destacar a possibilidade de que um entendimento final terá que esperar a recuperação do secretário de Estado, John Kerry, que sofreu uma fratura na perna direita durante um acidente ciclístico nos Alpes.

Kerry já revelou que desejava ser o primeiro secretário de Estado americano a visitar Cuba em décadas e reabrir a embaixada dos Estados Unidos em Havana.

AFP