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O presidente Donald Trump fala em 5 de setembro sobre a reforma fiscal ao lado do presidente da Câmara de Representante Paul Ryan (E) e do líder da maioria do Senado Mitch McConnell (D)

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Os legisladores republicanos no Congresso americano apresentaram nesta quinta-feira (2) seu projeto de reforma fiscal, que inclui cortes inéditos nos impostos, um dos objetivos fundamentais do presidente Donald Trump.

"Queremos dar aos americanos um corte de impostos gigante para o Natal", disse o presidente no Salão Oval. "Acho que podemos fazê-lo antes do Natal", acrescentou.

Depois de meses de negociação, o texto foi apresentado com animação pela maioria republicana, que tem em suas mãos a capacidade de fazer avançar o projeto.

A meta dos legisladores é fazer com que a Câmara de Representantes aprove o texto antes do feriado do Dia de Ação de Graças, em duas semanas, para que o Senado realize a votação decisiva antes do fim do ano.

As 429 páginas do projeto já começaram a ser esmiuçadas por especialistas e lobistas para ter uma ideia de como mudará o sistema fiscal, no que é visto como a maior reforma tributária desde a do presidente republicano Ronald Reagan em 1986.

Os dados fundamentais do projeto já são conhecidos: corte do imposto às empresas de 20% a 35% e redução dos impostos pessoais, que passarão de sete para quatro categorias fundamentais.

A taxa máxima atual, de 39,6% e que sobrevive desde os anos de Barack Obama, será mantida para evitar comentários sobre uma reforma que beneficia apenas os mais ricos.

Além disso, essa taxa será aplicada também para casais que tenham rendas superiores a um milhão de dólares por ano.

Em compensação, os americanos não poderão mais fazer deduções por pensões alimentícias, gastos de mudança profissional ou com médicos.

Outras deduções, como juros por empréstimos imobiliários e contribuições de aposentadoria, serão mantidas ainda que várias delas tenham um teto.

"Uma família típica de quatro pessoas verá que seus impostos se reduzirão em média 1.182 dólares", disse no Capitólio o presidente da Câmara de Representantes, Paul Ryan.

"Simplificamos as coisas de tal maneira que todos poderão fazer sua declaração de impostos em um formulário do tamanho de um cartão postal", acrescentou.

- Atenções voltadas para o déficit -

Em qualquer cenário, essa reforma custará caro aos cofres públicos.

De acordo com um estudo publicado pelo centro especializado Tax Policy Center, apenas na primeira década esse corte de impostos representará uma queda de arrecadação de 2,4 bilhões de dólares.

Para os especialistas do Tax Policy Center, dificilmente essa queda da arrecadação será compensada por um aumento do crescimento, como prometeu Trump.

Por isso, a oposição do Partido Democrata não parece muito impressionada com o desejo dos republicanos de fazer tudo rapidamente.

Os republicanos "escreveram essa lei e agora querem precipitar as coisas no Congresso antes que o texto seja bem compreendido", disse a líder da minoria democrata na Câmara de Representantes, Nancy Pelosi.

Os democratas denunciam que a baixa dos impostos beneficiará mais 1% da população no topo da pirâmide do que a classe média.

Trump, que se prepara para iniciar uma viagem de 12 por países asiáticos, se reuniu nesta quinta com senadores e tinha agendado um novo encontro com legisladores, todos do Partido Republicano, para ajudar a agenda de votações.

O chefe da maioria republicana na Câmara de Representantes, Kevin McCarthy, não deixou dúvidas sobre a transcendência da votação, e disse que a reforma fiscal será o voto mais importante de sua carreira parlamentar.

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AFP