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O chefe da Patrulha Rodoviária do Missouri, capitão Ronald Johnson (esq.), fala sobre a morte de Michael Brown em entrevista coletiva ao lado do governador Jay Nixon, em Ferguson, em 16 de agosto de 2014

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O chefe de Polícia encarregado de conter a crescente tensão racial em Ferguson, capitão Ron Johnson, declarou neste domingo que ficará nesse subúrbio de St.Louis "o tempo que for necessário" e se desculpou pelas ações do policial branco que atirou em um jovem negro desarmado.

"Quero começar falando da família de Mike Brown. Quero que saibam que meu coração está com vocês, e lhes digo que sinto muito", afirmou o capitão Johnson, diante de uma multidão de 1.300 pessoas na igreja Grace Church de Ferguson, onde Brown era homenageado. "Estarei aqui o tempo que for necessário", prometeu, sob aplausos.

"Vocês são minha família, vocês são meus amigos, e eu sou vocês. Eu me comprometo a proteger vocês", acrescentou.

Johnson assumiu a chefia da polícia local, muito criticada por sua brutalidade e pela falta de clareza na investigação desse caso.

O capitão contou que, na véspera, reuniu-se com a família de Brown e chorou "de vergonha".

Sobre a investigação e as polêmicas circunstâncias da morte, ele prometeu contar aos moradores tudo que souber sobre o caso. "Minhas palavras serão honestas, e tudo o que me disserem nos bastidores, vou dizer para vocês", prometeu.

Ele disse compreender a dor da comunidade e falou de seu próprio filho, "meu filho negro, que usa calças baggy, usa o boné de lado e tem tatuagem nos braços (...) mas é meu bebê", acrescentou.

"Vamos continuar mostrando a esse país quem somos nós (...) Devemos agradecer a Michael por sua vida, pela mudança que ele traz e que nos faz melhores", completou.

AFP