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A polícia deteve Kiliç e outras 22 pessoas na cidade de Esmirna, todos acusados de vínculos com o clérigo Fethullah Gulen

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Os Estados Unidos exortaram nesta quarta-feira a Turquia a respeitar os procedimentos judiciais, após a detenção - na véspera - do diretor da Anistia Internacional no território turco.

Washington está "profundamente preocupado" pela detenção de Taner Kiliç, presidente do braço turco da Anistia, declarou a porta-voz do departamento de Estado Heather Nauert.

Taner Kiliç é "apenas o último de uma série de defensores dos direitos humanos, jornalistas, universitários e militantes detidos na Turquia", destaca o comunicado.

"As detenções de indivíduos como o senhor Kiliç prejudicam o debate público e minam a qualidade da democracia" na Turquia.

A polícia deteve Kiliç e outras 22 pessoas na cidade de Esmirna, todos acusados de vínculos com o clérigo Fethullah Gulen.

O governo turco responsabiliza Gulen pela tentativa de golpe de Estado em 15 de julho de 2016. O clérigo, que vive na Pensilvânia desde 1999, nega as acusações.

A Anistia exige a libertação imediata dos detidos e o fim dos procedimentos judiciais contra o grupo diante da "ausência de provas críveis", e avalia que as prisões demonstram o caráter "arbitrário" do expurgo realizado após o golpe.

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