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(Arquivo) Um bebê com microcefalia é visto na UTI de um hospital em Choluteca, Honduras, no dia 28 de julho de 2016

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Um bebê nascido com uma grave malformação cerebral causada pelo vírus da zika morreu no estado americano do Texas, informaram na terça-feira as autoridades sanitárias.

Trata-se da primeira morte relacionada ao vírus nesse estado do sul dos Estados Unidos.

O departamento de saúde do estado informou que a mãe foi infectada pelo zika durante uma viagem pela América Latina, e que deu à luz no condado de Harris, vizinho de Houston.

"O bebê morreu pouco depois de nascer, e é a primeira morte relacionada com o zika no Texas", afirmaram as autoridades em um comunicado.

"Os resultados de um exame confirmaram recentemente a condição do bebê e o vínculo com o zika. A mãe e o bebê estão classificados entre os casos de infecção relacionados com viagens, e não há nenhum risco adicional vinculado a eles no Texas", acrescenta a nota.

Na maioria das vezes, o zika causa apenas sintomas brandos, e a doença passa despercebida em 80% dos casos.

No entanto, o vírus é particularmente perigoso para as mulheres grávidas, visto que pode causar danos permanentes ao feto em desenvolvimento, incluindo a microcefalia, uma malformação congênita na qual o bebê nasce com o crânio e o cérebro menores que a média.

No Texas, foram registrados 97 casos de zika, incluindo duas crianças com microcefalia.

Todos estes casos "estão relacionados a viagens internacionais para regiões onde a transmissão do zika está ativa", segundo o comunicado.

Até o momento, a Flórida é o único estado americano a relatar que mosquitos estão transmitindo o vírus.

Acredita-se que 21 casos de zika autóctones registrados na área de Miami foram transmitidos localmente por mosquitos infectados com o vírus no bairro turístico de Wynwood, no norte da cidade.

Outros 357 casos registrados na Flórida foram de pessoas que foram infectadas durante viagens para fora dos Estados Unidos.

A candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, fez uma parada nesta zona na tarde de terça-feira, como parte da sua viagem de campanha pela Flórida, estado chave para as eleições de novembro.

Em uma visita a um centro médico em Wynwood, urgiu "aos líderes do Congresso que convoquem uma sessão extraordinária e aprovem uma medida" que desbloqueie os fundos necessários para combater o zika no país.

Os Estados Unidos já detectaram mais de 1.600 casos de zika, todos introduzidos por pessoas infectadas em viagens para o exterior. Entre eles, 426 ocorreram na Flórida, dos quais 57 pacientes são mulheres grávidas.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos afirmam que 15 crianças nasceram no país com malformações relacionadas com o zika, e que seis abortos espontâneos estão associados à infecção pelo vírus.

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AFP