Os Estados Unidos pediram nesta quinta-feira ao Conselho de Segurança da ONU que enfrente a "clara ameaça" representada pelo Irã, após Washington acusar Teerã de estar por trás do ataque contra dois navios petroleiros no Golfo de Omã.

O Conselho se reuniu para escutar o embaixador americano Jonathan Cohen, que apresentou um relatório sobre a responsabilidade do Irã nos ataques contra os dois petroleiros.

Os ataques desta quinta-feira ocorrem um mês depois de outro incidente similar, contra quatro petroleiros diante da costa dos Emirados Árabes Unidos, e "demonstram a clara ameaça que o Irã representa para a paz e a segurança internacionais", disse Cohen.

"Pedi ao Conselho de Segurança que se mantenha atento ao assunto e espero que tenhamos mais conversas sobre como agir nos próximos dias".

A posição de Washington não foi compartilhada por outros membros do Conselho, que não veem evidência clara para vincular o Irã aos ataques, destacaram fontes diplomáticas.

O embaixador do Kuwait, Mansour Al Otaibi, revelou que membros do Conselho condenaram a violência e muitos pediram uma investigação para determinar os fatos.

"Gostaríamos de saber quem está por trás deste incidente".

Mais cedo, secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou os ataques aos petroleiros de Noruega e Singapura, durante uma reunião do Conselho de Segurança sobre cooperação entre o organismo internacional e a Liga Árabe.

"Condeno todo ataque a navios civis", disse o chefe da ONU, que pediu uma investigação dos fatos ao mesmo tempo em que advertiu que o mundo não pode suportar um conflito de grandes proporções no Golfo.

Depois da intervenção de Guterres, o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, denunciou perante o Conselho de Segurança "uma evolução perigosa" no Oriente Médio.

"O ataque aos petroleiros e os ataques com um míssil no coração da Arábia Saudita, como vimos há dois dias, são acontecimentos perigosos e deveriam levar o Conselho de Segurança a agir contra os responsáveis por manter a segurança e a estabilidade na região", disse.

O chefe da Liga Árabe disse, sem detalhar, que "algumas partes da região estão tentando reacender o fogo" e que "deve-se levá-lo em conta".

A República Islâmica nega qualquer participação nos fatos.

Em um informe de investigação preliminar, os Emirados Árabes Unidos consideraram que os ataques foram obra de um "ator estatal", embora não tenha identificado o país responsável.

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