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EUA ameaça aplicar sanções a legisladores venezuelanos por propinas

O líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, foi reeleito para outro mandato como líder da Assembleia Nacional apesar de denúncias de uma campanha de propinas contra ele afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. janeiro 2020 - 22:55
(AFP)

Os Estados Unidos estão considerando aplicar sanções a legisladores venezuelanos acusados de aceitar subornos para votar contra o líder da oposição Juan Guaidó, disse uma autoridade do governo Donald Trump nesta quarta-feira.

Guaidó, ratificado no domingo como chefe parlamentar e reconhecido como presidente interino da Venezuela pelos Estados Unidos e mais de 50 nações, fez um juramento na terça-feira por um novo período, após confrontos com forças de segurança do governo de Nicolás Maduro, que o impediram de entrar no palácio legislativo.

Os Estados Unidos, que buscam a saída do "ditador" Maduro e promovem a convocação de novas eleições gerais, já impuseram uma bateria de sanções a indivíduos e entidades da Venezuela, que afetam especialmente o petróleo, essencial para a economia do país sul-americano.

Guaidó e os Estados Unidos afirmam que o governo Maduro ofereceu subornos aos membros da Assembleia Nacional, a única instituição venezuelana controlada pela oposição, na esperança de derrotar o líder da oposição na eleição das autoridades parlamentares no último domingo.

"Há pessoas envolvidas em atividades corruptas que podem ter aparecido no radar pela primeira vez nos últimos dias", disse uma autoridade dos EUA a repórteres em Washington.

Ele disse que estava se referindo a "pessoas que recebem dinheiro de pessoas que já são alvo de sanções pelos Estados Unidos".

"Não aplicamos sanções às pessoas pelo modo como votam", disse ele, acrescentando que aqueles que "ajudam, apoiam ou se beneficiam do comportamento antidemocrático do regime podem estar sujeitos a sanções".

Apesar da crise política e da economia em ruínas na Venezuela, que levou 4,6 milhões de pessoas a deixar o país nos últimos anos, Maduro, no cargo desde 2013, permanece no poder com o apoio do exército, bem como da Rússia, China e Cuba.

Os Estados Unidos também consideram aplicar "sanções adicionais" em resposta ao crescente apoio da Rússia a Maduro, disse Elliot Abrams, enviado da Venezuela do Departamento de Estado, na segunda-feira.

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