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Prisioneiros de guerra japoneses em Guam escutam o discurso do imperador Hirohito sobre a rendição incondicional do Japão, que acabou com a II Guerra Mundial

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O governo dos Estados Unidos anunciou um programa de indenização aos sobreviventes da ocupação japonesa em Guam durante a Segunda Guerra Mundial, 73 anos depois do fim das hostilidades na ilha do Pacífico.

O Japão ocupou Guam em 10 de dezembro de 1941, três dias antes do bombardeio de Pearl Harbour, e permaneceu na ilha até a libertação do local pelas tropas americanas em 21 de julho de 1944, após um mês de combates violentos.

Durante a ocupação, a população indígena Chamorro foi tratada com brutalidade: 1.100 pessoas morreram e outras foram torturadas ou levadas para campos de trabalhos forçados, com o objetivo de fortificar a ilha contra a a ofensiva americana.

Quase 3.000 sobreviventes continuam em Guam - um território não incorporado dos Estados Unidos - e desde 1977 pediam uma indenização.

As vítimas buscavam uma compensação de Washington porque, em um tratado de 1951, o governo dos Estados Unidos absolveu o Japão de futuros processos individuais relacionados à guerra.

O ex-presidente americano Barack Obama assinou em dezembro do ano passado a lei de criação do sistema de compensação.

E o organismo encarregado começou a receber pedidos sobre sobre Guam na terça-feira. Os sobreviventes têm 12 meses para apresentar sua documentação.

Os cônjuges ou filhos de habitantes de Guam mortos durante a ocupação japonesa ou a libertação da ilha pelo exército americano podem requisitar 25.000 dólares.

Estupros ou ferimentos graves serão indenizados com o pagamento de 15.000 dólares. Pessoas submetidas a trabalhos forçados podem receber 12.000 dólares e as que foram detidas US$ 10.000.

Mas o financiamento das indenizações é polêmico: de acordo com o projeto atual as quantias seriam pagas com dinheiro que já havia sido destinado a Guam.

"É como tirar do nosso bolso para colocar o dinheiro no nosso bolso", criticou Frank Blas Jr., presidente da Fundação de Sobreviventes de Guerra de Guam.

AFP