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As pessoas assistem a um interceptador lançado na base da Força Aérea de Vandenberg, Califórnia

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Depois de uma bem-sucedida interceptação de um míssil balístico intercontinental na terça-feira (30), o Pentágono anunciou nesta quarta que o governo americano fará um novo teste no final de 2018.

Esse tipo de teste é pouco frequente, porque é muito caro e o estoque de mísseis antimísseis usados para essas operações não é significativo. Segundo o Pentágono, serão apenas 44 unidades em serviço até o fim do ano.

Nesse sentido, o presidente Donald Trump prometeu acelerar os investimentos na defesa antimísseis do território americano para reforçar a capacidade de contenção das ameaças representadas - de acordo com Washington - por mísseis norte-coreanos e iranianos.

A Coreia do Norte acelera seus esforços para se dotar de um míssil nuclear intercontinental, que seja capaz de alcançar os Estados Unidos.

Segundo o diretor da Agência americana de Defesa de Mísseis, vice-almirante Jim Syring, o próximo teste "no outono (hemisfério norte)" de 2018 porá em jogo dois mísseis de interceptação contra um único míssil alvo, dando assim mais "realismo" ao teste.

O teste de terça custou "US$ 244 milhões", indicou Syring nesta quarta-feira.

Em entrevista coletiva, o Pentágono garantiu que, se os Estados Unidos forem realmente alvo de mísseis disparados por Pyongyang (ou por Teerã) deverão lançar "mais de um" míssil de interceptação para cada vetor.

O anúncio feito pelo Exército americano na terça-feira acontece um dia depois de a Coreia do Norte ter divulgado um bem-sucedido teste de míssil balístico.

"Todos os nossos sistemas se comportaram exatamente como esperávamos", avaliou.

"As lições que aprendemos vão-nos permitir continuar progredindo para nos manter à frente" em relação às capacidades de países como a Coreia do Norte, completou o vice-almirante.

O novo orçamento de defesa de Trump prevê começar a desenvolver um novo míssil de interceptação a partir deste ano. O objetivo é implantá-lo em 2025, acrescentou Syring.

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