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(21 out) Refugiados rohingyas aguardam ajuda alimentar em Bangladesh

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Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira que irão reduzir sua ajuda militar às unidades e aos agentes do Exército de Mianmar envolvidos na violência contra a minoria muçulmana rohingya, que, desde agosto, causou um êxodo em massa para Bangladesh.

"Expressamos nossa profunda preocupação com os recentes acontecimentos no estado de Rakine e os violentos e traumáticos abusos que os rohingyas e outras comunidades têm sofrido", declarou em um comunicado o porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.

"É imperativo que qualquer indivíduo ou entidade responsável por essas atrocidades (...) prestem contas", acrescentou.

Entre as medidas adotadas estão a suspensão do processo de aprovação de despesas de viagens de comandantes militares e o cancelamento de todos os convites aos chefes das forças de segurança para participar de eventos patrocinados pelos Estados Unidos.

Washington também analisa "medidas econômicas contra indivíduos relacionados a essas atrocidades".

Em uma mensagem no Facebook, o chefe do Exército birmanês, o general Min Aung Hlaing, denunciou "declarações tendenciosas e acusações contra Mianmar e suas forças de segurança", chamando-as de "completamente falsas".

Já existe um embargo total sobre a venda de armas à Mianmar e restrições à colaboração do Exército dos Estados Unidos com as forças locais.

O secretário de Estado, Rex Tillerson, afirmou na semana passada que os comandantes do Exército birmanês são "responsáveis" pela crise e reiterou seu apoio ao governo de Aung San Suu Kyi, que compartilha o poder com os militares.

Mais de 600 mil rohingyas fugiram para Bangladesh desde o início da nova onda de violência, provocando uma séria crise humanitária.

As autoridades birmanesas afirmam que suas operações contra os rohingyas são uma resposta aos ataques de rebeldes desta minoria muçulmana, considerada uma das mais perseguidas do mundo em um país marcado pelo forte nacionalismo budista que defende uma retórica anti-muçulmana.

A ONU, no entanto, denuncia uma limpeza étnica.

Os rohingyas são tratados como estrangeiros em Mianmar, onde 90% da população é de confissão budista. Eles são considerados apátridas, embora algumas famílias vivam no país há várias gerações.

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AFP