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Manifestantes opositores entram em confronto com a polícia, em Carcas, no dia 11 de maio de 2016

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Os Estados Unidos expressaram nesta sexta-feira seu apoio à mediação internacional na Venezuela, anunciada pelo ex-chefe de governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, que procurará iniciar um diálogo entre a oposição e o governo, diante do agravamento da crise política e econômica.

"Os Estados Unidos dão as boas-vindas ao anúncio do ex-chefe de governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero", disse em um comunicado o Departamento de Estado, pedindo ao governo e à oposição que estabeleçam um "diálogo produtivo".

Nesta quinta-feira, Rodríguez Zapatero anunciou em Caracas que, no âmbito da União de Nações Sul-americanas (Unasul), tentará colocar na mesa de negociações o presidente Nicolás Maduro e a oposição, com a ajuda dos ex-presidentes Leonel Fernández (República Dominicana) e Manuel Torrijos (Panamá).

Os Estados Unidos se somam aos países da região e ao redor do mundo que pedem um "diálogo produtivo" entre todos os ramos do Estado Venezuelano, indicou a nota assinada por Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado.

"Apoiamos este diálogo como uma forma de garantir o respeito à vontade do povo americano, o cumprimento da lei, a separação dos poderes e o processo democrático", acrescentou Toner no comunicado.

A gestão internacional surge em meio a um estado de exceção declarado há uma semana por Maduro e enquanto a oposição protesta nas ruas para exigir a ativação, este ano, de um referendo revogatório contra o presidente.

De início, as posturas antagônicas estão firmes. Maduro diz esperar que a comissão de ex-presidentes faça com que a oposição "ceda" em sua "atitude golpista", enquanto esta advertiu que um processo sério deve destravar a via do revogatório para a "mudança política".

Acusado por Caracas de impulsionar uma "guerra econômica" contra o governo, Washington pediu esta semana a Maduro para ouvir seus críticos sob pena de aprofundar a crise.

AFP