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Vista aérea de Arbil, no norte do Iraque.

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Os Estados Unidos mantiveram nesta quinta-feira sua campanha aérea contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI) atacando diversas posições do grupo no norte do Iraque, após a comoção mundial pela decapitação do jornalista americano James Foley.

Aviões americanos realizaram seis novos ataques contra as forças do EI nos arredores da estratégica represa de Mossul, recuperada no domingo pelas forças curdas e iraquianas.

Desde o início dos bombardeios, no dia 8 de agosto, os aviões e drones dos EUA lançaram mais de 90 ataques contra os jihadistas no Iraque, segundo o comando americano para a região (Centcom).

O EI pode ser detido e derrotado se for perseguido no Iraque e na Síria, afirmou nesta quinta-feira o general americano Martin Dempsey.

"Esta é uma organização que tem uma visão estratégica apocalíptica que eventualmente tem que ser derrotada", disse o general Dempsey. "Pode ser derrotada sem nos voltarmos também para a parte dessa organização que está na Síria? A resposta é não".

O secretário americano de Defesa, Chuck Hagel, destacou que "eles aliam ideologia e uma sofisticação estratégica e tática de nível militar. São extremamente bem estruturados. Isso está além de qualquer coisa que já vimos".

O presidente francês, Francois Hollande, defendeu nesta quinta-feira uma ampliação da mobilização internacional para deter o Estado Islâmico. "Isto não é apenas um grupo terrorista como conhecemos, disperso e com vários líderes; é uma organização terrorista que decidiu escravizar, aniquilar e destruir".

"Se o mundo não se organizar em relação a este grupo, teremos outras imagens horríveis", disse Hollande, que propôs uma conferência internacional "contra o Estado Islâmico e a favor da segurança no Iraque".

Nesta quinta-feira, o site GlobalPost, um dos empregadores de James Foley, 40, informou que o EI pediu um resgate de 100 milhões de euros (132 milhões de dólares) pelo jornalista.

"O diretor-geral do GlobalPost, Philip Balboni, confirmou que o primeiro resgate exigido pelos sequestradores de James Foley foi de 100 milhões de euros". O jornalista trabalhava para o site quando foi sequestrado na Síria, em novembro de 2012.

O Pentágono revelou na quarta-feira ter lançado, sem sucesso, uma operação em julho para resgatar reféns americanos em poder do Estado Islâmico na Síria.

"No início deste verão (hemisfério norte), o presidente (Barack Obama) deu luz verde a uma operação destinada a resgatar cidadãos americanos sequestrados e detidos pelo Estado Islâmico na Síria", mas a operação falhou "porque os reféns não estavam presentes" no local indicado pela inteligência americana, revelou o Pentágono.

Obama pediu na quarta-feira um esforço conjunto para eliminar o "câncer" do terror jihadista do Iraque e da Síria, e declarou que o mundo inteiro ficou chocado com a decapitação de James Foley, que foi filmada e divulgada na Internet por combatentes do EI.

"É preciso haver um esforço conjunto para extirpar esse câncer, para que ele não se espalhe. Deve haver uma rejeição clara a este tipo de ideologias niilistas".

"Uma coisa com a qual todos podemos concordar é que um grupo como o EIIL não tem lugar no século XXI", declarou Obama, citando a sigla utilizada anteriormente pelo grupo, que se identificava como Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).

O Estado islâmico controla cerca de 25% da Síria (45.000 km2) e 40% do Iraque (170 mil km2), um total de 215.000 km, segundo Fabrice Balanche, geógrafo especialista da Síria.

O "califado" se estende de Manbej, no norte da Síria perto da fronteira com a Turquia na província de Aleppo, em direção ao leste com toda a província de Raqa e grande parte de Hasakah e Deir Ezzor, até a localidade fronteiriça de Abu Kamal.

No Iraque, ele controla as regiões sunitas do oeste e norte, incluindo a cidade de Mossul.

AFP