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O presidente americano Barack Obama, em Washington, DC, no dia 7 de abril de 2015

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A Venezuela não constitui uma ameaça para os Estados Unidos, admitiu nesta terça-feira uma autoridade americana, a poucos dias de um possível encontro entre os presidentes Barack Obama e Nicolás Maduro na Cúpula das Américas, no Panamá.

"Os Estados Unidos não acredita que a Venezuela representa ameaça para a sua segurança", declarou Ben Rhodes, membro do Conselho de Segurança Nacional (CSN), em referência à ordem executiva assinada por Obama em março, aplicando sanções contra políticos venezuelanos.

Esse decreto presidencial justificava as sanções por considerar que a situação na Venezuela era uma "ameaça extraordinária" à segurança americana, mas de acordo com Rhodes esta afirmação não passa de uma fórmula burocrática.

"A linguagem que chamou atenção é pró-forma", assegurou Rhodes. "Temos um marco legal para formular esse tipo de ordem executiva", acrescentou.

Ricardo Zúñiga, responsável para América Latina do CSN, afirmou por sua vez que a Casa Branca não possui "nenhum programa hostil" em relação à Venezuela.

"Estamos interessados no sucesso da Venezuela, em sua prosperidade, sua segurança, estabilidade e democracia. Nós somos o principal parceiro comercial da Venezuela", insistiu Zúñiga.

Dada a possibilidade de a questão das sanções contra a Venezuela e a linguagem agressiva adotada para justificar a medida serem o foco das discussões na Cúpula das Américas, Zúñiga disse que a Casa Branca espera um "evento correto".

"Achamos que a Cúpula deve ser um momento para se ter uma troca civilizada com todos os líderes das Américas, não temos nenhuma preocupação em falar com qualquer participante da Cúpula", indicou.

De acordo com Zúñiga, o Panamá investiu pesadamente em uma Cúpula para que os países possam "falar seriamente sobre as questões que nos unem e os temas que nos dividem".

AFP