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Militares americanos e especialistas panamenhos iniciaram em setembro a destruição de bombas que haviam sido identificadas em 2002 pela Opaq em Isla San José

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Os Estados Unidos concluíram a destruição de projéteis de gás mostarda, fosgênio e outros agentes nervosos deixados no Panamá quando entregou o Canal interoceânico, há quase duas décadas, em um projeto aprovado pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq).

A Chancelaria do Panamá e a embaixada americana nesse país informaram nesta quinta-feira em um comunicado conjunto que a operação permitiu "a destruição das oito munições químicas" localizadas na Ilha de São José.

A operação havia começado em meados de setembro e foi conduzida por um grupo de especialistas dos Estados Unidos, juntamente com funcionários da Unidade Técnica de Explosivos da Polícia Nacional do Panamá.

O Exército americano teria conduzido na ilha testes com gás mostarda, fosgênio (gás de cloro) e outros agentes nervosos para seu possível uso durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e a Guerra do Vietnã (1964-1975).

Financiado por Washington, o programa de eliminação envolveu a destruição das oito munições químicas identificadas em 2002 pela própria Opaq.

A Ilha de São José, localizada no Golfo do Panamá, no Oceano Pacífico, foi cenário de testes e experimentos militares dos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá após a Segunda Guerra Mundial.

A destruição foi "um sucesso e não foram registrados danos à saúde nem à segurança humana durante o processo", declararam ambos os países.

A eliminação deste armamento químico foi objeto de muitas discussões entre os dois países. Em um primeiro momento, a limpeza havia sido acordada para 2013 e 2014, mas não foi executada. Naquele momento, o governo panamenho anunciou a eliminação de bombas de entre 453 e 907 quilos.

"A limpeza vinha sendo atrasada por razões orçamentárias desde 1999, de acordo com os Estados Unidos", afirma Julio Yao, professor de Direito Internacional, à AFP.

Segundo analistas panamenhos, os Estados Unidos sempre se mostraram relutantes em cumprir a limpeza das bases militares, mas o fato de exigirem que outros países eliminassem seu arsenal químico, uma nova realidade internacional e boas relações com o Panamá teriam precipitado sua decisão.

Por fim, o Panamá determinou que as bombas fossem eliminadas na ilha, considerando o risco aos trabalhadores e ao ambiente de uma possível transferência do material.

Os Estados Unidos mantiveram bases militares e uma zona de jurisdição própria no Panamá desde que construiu e inaugurou o Canal em 1914 até sua retirada em 31 de dezembro de 1999.

Não há, porém, informações disponíveis sobre o número de armas deixadas no país.

"Além das armas químicas, há enormes quantidades de armas convencionais que não foram eliminadas", segundo Yao.

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AFP