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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro (D), faz discurso ao lado da primeira-dama, Cilia Flores, e de Diosdado Cabello (E), membro da Assembleia Constituinte, em Caracas, em 15 de outubro de 2017

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Os Estados Unidos condenaram nesta segunda-feira (16) a organização das eleições regionais de domingo na Venezuela, ao apontar que não foram nem livres, nem justas, e denunciar sua "manipulação", entre outras irregularidades.

"Condenamos a ausência de eleições livres e justas ontem na Venezuela. A voz do povo venezuelano não foi escutada", manifestou-se o Departamento de Estado em um comunicado em que tachou o governo de Nicolás Maduro de uma "ditadura autoritária".

As preocupações do governo de Donald Trump com relação às eleições na Venezuela "infelizmente" se cumpriram, destacou o texto, que enumerou a "falta de observadores internacionais independentes e confiáveis", a "falta de auditoria técnica para a contagem do Conselho Nacional Eleitoral (CNE)" e as "mudanças de última hora das localizações das mesas de votação sem aviso público".

Entre as irregularidades, a declaração emitida pela porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, também denunciou a "manipulação do desenho das cédulas" e a "disponibilidade limitada de máquinas de votação em bairros da oposição".

Maduro proclamou a vitória de seu partido nas eleições regionais de domingo, com 17 estados para a situação, mas os resultados foram desconhecidos imediatamente pela oposição, que segundo a autoridade eleitoral venceu em cinco estados.

"Enquanto o regime de Maduro se conduzir como uma ditadura autoritária, trabalharemos com membros da comunidade internacional e poremos todo o peso do poder econômico e diplomático dos Estados Unidos para apoiar o povo venezuelano enquanto busca restaurar sua democracia", concluiu o comunicado.

A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, também questionou o resultado das eleições venezuelanas.

"Uma eleição só é legítima se for livre e justa, e desde o começo, esta não foi nenhuma das duas", disse em um comunicado.

"Deve ter uma auditoria do processo eleitoral. Deve haver respeito pela vontade do povo", acrescentou.

Maduro proclamou a vitória de seu partido nas eleições regionais de domingo com 17 estados para o governo, mas os resultados foram desconhecidos imediatamente pela oposição que, segundo o CNE obteve cinco. O resultado em um estado ainda está indefinido.

Os Estados Unidos haviam alertado na quinta-feira para os riscos de parcialidade das eleições na Venezuela, destacando ações do CNE que "questionam" a legitimidade do pleito.

Em um comunicado, mencionou como inquietações o "fechamento de centros de votação em zonas que são baluartes da oposição", a "manipulação do desenho das cédulas" e a existência de um "padrão de desqualificação por motivações políticas e arbitrárias dos líderes e dos candidatos da oposição".

Como exemplo desta situação, disse que esta semana o CNE anunciou o fechamento ou a realocação de 203 centros eleitorais em 16 estados, "tipicamente em áreas dominadas pela oposição e privando, potencialmente, de seus direitos mais de 450.000 votantes".

A oposição a Maduro havia feito antes a mesma denúncia, acusando o CNE de servir ao governo.

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AFP