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EUA considera 'irresponsável' descartar uso da força na Venezuela

O vice-presidente americano, Mike Pence (D), e o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, participam de uma reunião de chanceleres do Grupo de Lima, em Bogotá, 25 de fevereiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. fevereiro 2019 - 00:47
(AFP)

Os Estados Unidos consideram "irresponsável" descartar uma intervenção na Venezuela para propiciar a saída do poder de Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira (27) um alto funcionário do governo de Donald Trump, tachando o presidente de "ditador".

"Seria irresponsável que o governo dos Estados Unidos descartasse o uso das forças militares", disse o funcionário, durante audioconferência com jornalistas sob a condição de ter sua identidade preservada.

A fonte se pronunciou em Bogotá, aonde viajou na segunda-feira junto ao vice-presidente americano, Mike Pence, para participar de uma reunião do Grupo de Lima sobre a situação na Venezuela, sacudida há um mês pela disputa de poder entre Maduro e o líder do Legislativo, Juan Guaidó, reconhecido presidente interino pelos Estados Unidos e meia centena de países.

A cúpula do bloco regional, criado em 2017 por uma dúzia de países latino-americanos e o Canadá para buscar uma saída pacífica para a crise venezuelana, concluiu com uma declaração que exclui a opção militar.

"Respeitamos obviamente a postura do Grupo de Lima e são importantes aliados nossos, particularmente na via diplomática", disse o alto funcionário americano.

"Mas os Estados Unidos não somos membros do Grupo de Lima, somos observadores. E em questões de uso de força militar, essa é claramente uma decisão do presidente e do governo dos Estados Unidos. São duas coisas separadas", acrescentou.

O funcionário reiterou que a alternativa militar na Venezuela é algo que Trump "deixou muito claro" e destacou que Pence afirmou ao Grupo de Lima que a Casa Branca considera "absolutamente" todas as possibilidades para resolver a crise.

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