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O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, visto em uma imagem de televisão em Seul, em 15 de agosto de 2017

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Os Estados Unidos pediram nesta quarta-feira ao Conselho de Segurança da ONU que aplique um embargo petroleiro à Coreia do Norte e congele os ativos de seu líder, Kim Jong-Un, em resposta ao sexto e mais potente teste nuclear realizado por Pyongyang.

A resolução, redigida pelos Estados Unidos, e da qual a AFP obteve uma cópia, também defende a proibição das exportações de têxteis e a suspensão dos pagamentos a trabalhadores norte-coreanos no exterior, privando ainda o regime de receitas para prosseguir com seus programas militares.

Os Estados Unidos fizeram circular o projeto de resolução aos outros 14 membros do Conselho dois dias depois de a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, defender a adoção das "medidas mais fortes possíveis" contra a Coreia do Norte.

Na segunda-feira, Haley informou que os Estados Unidos pretendiam votar novas sanções em 11 de setembro.

O esboço do texto se volta para a liderança norte-coreana, com a previsão de congelamento de bens do líder Kim Jong-Un, assim como de membros do Partido de Trabalhadores da Coreia (situação) e do governo norte-coreano.

Ainda segundo o rascunho, Kim seria incluído em uma lista negra de sanções da ONU, o que o submeteria a uma restrição global de viagens, juntamente com outros quatro altos funcionários norte-coreanos.

A companhia aérea estatal Air Koryo também seria atingida pelo congelamento de bens, assim como o Exército do Povo da Coreia, a comissão militar do partido do governo, e outros sete departamentos do partido e do governo.

Toda nova cooperação empresarial e comercial com a Coreia do Norte também seria proibida e as já existentes, anuladas, segundo o documento.

Os programas "nuclear" e "balístico" da Coreia do Norte "representam uma ameaça clara à segurança e à paz internacionais", destaca o texto redigido pelos Estados Unidos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou nesta quarta-feira que uma ação militar contra o programa nuclear da Coreia do Norte não é a "primeira opção" do seu governo, e defendeu os esforços diplomáticos.

O secretário americano da Defesa, Jim Mattis, reafirmou o "férreo" compromisso dos Estados Unidos com a defesa da Coreia do Sul, reafirmando que qualquer ameaça do Norte provocará uma "resposta militar em massa".

Trump conversou por telefone com seu homólogo chinês, Xi Jinping, para tentar prevenir danos ao consenso internacional, que permitiu a adoção unânime de sanções contra Pyongyang há um mês.

Em Vladivostok, Rússia, o presidente sul-coreano, Moon Jae-In, tentou sem muito sucesso convencer seu homólogo russo, Vladimir Putin, a suspender o fornecimento de combustível à Coreia do Norte.

"Para forçar a Coreia do Norte a se sentar na mesa de negociações, as sanções da ONU devem ser fortalecidas", disse Moon a Putin, segundo a agência oficial de notícias Yonhap.

Mas Putin não apoia a adoção de sanções e não foi receptivo aos apelos de Moon, alegando que um embargo de combustíveis afetaria a população civil.

Além do mais, Moscou exporta para a Coreia do Norte apenas 40 mil toneladas de petróleo ao ano, destacou o líder russo.

"Hoje, mais do que nunca, todos devem mostrar compostura e evitar passos que levem a um aumento das tensões", disse Putin, que defendeu a adoção de "instrumentos políticos e diplomáticos". "Não vale à pena ceder a emoções e encurralar a Coreia do Norte".

No domingo, a Coreia do Norte gerou alerta mundial ao detonar o que descreveu como uma bomba de hidrogênio, projetada para ser incorporada em mísseis de longo alcance, o que se seguiu a indícios de que Pyongyang estaria preparando o lançamento de um novo míssil.

Os Estados Unidos apresentarão o novo pacote de medidas depois que o presidente Donald Trump conversou por telefone com seu contraparte chinês, Xi Jinping, dizendo-lhe que a ação militar contra a Coreia do Norte não era sua "primeira opção".

A China, principal aliada e parceira comercial da Coreia do Norte, bem como a Rússia, argumentam que as sanções apenas não solucionarão a crise norte-coreana e pedem diálogo com Pyongyang.

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AFP