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Material de proteção contra o ebola é visto em protesto feito em 24 de julho de 2014, do lado de fora de um hospital em Monróvia, Libéria

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Os Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) "recomendam evitar as viagens não imprescindíveis a Guiné, Libéria e Serra Leoa", disse o diretor da instituição, Tom Frieden.

"Essa recomendação se deve ao risco potencial que a epidemia representa para os viajantes", continuou.

A Casa Branca informou, porém, que a epidemia de febre hemorrágica não afetará a realização de uma cúpula EUA-África, prevista para a semana que vem em Washington.

"Nesta etapa, não é preciso modificar o programa de forma alguma", declarou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

As autoridades sanitárias americanas "concluíram que não há um risco significativo nos Estados Unidos vinculado à atual epidemia de Ebola", lembrou o porta-voz.

O Departamento de Estado americano negou planos de fechar suas embaixadas nos países afetados, ou de reduzir seu pessoal nas representações.

"Não têm havido mudanças no nosso status com nenhuma das nossas embaixadas", disse a porta-voz assistente do Departamento de Estado, Marie Harf.

Earnest tinha dito que se coordenam procedimentos para a evacuação de trabalhadores humanitários americanos que tenham contraído Ebola.

Diante do agravamento da situação, o presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, e a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, recusaram-se a participar dessa cúpula em Washington, que reunirá cerca de 50 chefes de Estado ou de Governo africanos.

O governo americano já informou que a epidemia será parte importante dos temas abordados nos três dias da cúpula.

Em entrevista à TV americana CNN, Sirleaf pediu mais médicos e medicamentos para ajudar o oeste da África a combater o vírus.

Alertando que a crise "beira a catástrofe", Sirleaf insistiu em que o problema é internacional e não apenas dos três países afetados.

"Precisamos de mais apoio. Logística, material preventivo", frisou Sirleaf.

Mais cedo, os CDC anunciaram que estão enviando 50 especialistas adicionais às áreas afetadas na África.

O vírus Ebola, para o qual não existe vacina, matou desde março 729 pessoas em Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria, informou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A febre hemorrágica pode chegar a uma mortalidade de 90%, embora a epidemia atual tenha matado cerca de 60% dos infectados.

"Trata-se da maior e mais complexa epidemia de Ebola da História, e muitas vidas foram perdidas", lamentou Frieden, dos CDC.

"Serão necessários muitos meses para deter a epidemia, e não será fácil, mas podemos acabar com ela (...) Sabemos o que é preciso fazer, e os CDC estão acelerando sua resposta, junto com outros países", afirmou.

Enquanto isso, o médico americano que se contaminou com o Ebola na Libéria teve uma "piora sutil" em seu estado de saúde, informou a organização de caridade cristã para a qual ele trabalhava.

Kent Brantly e outra missionária americana, Nancy Writebol, "estão em condição estável, porém grave", reportou a organização americana Samaritan's Purse, na qual Brantly trabalhava. Já Nancy trabalhava para a SIM USA, outra organização humanitária americana.

"O doutor Brantly teve uma piora sutil durante a noite", acrescentou a organização, sem entrar em detalhes sobre a situação do médico.

A organização revelou que um soro experimental para os dois médicos americanos chegou à capital, Monróvia, na quarta-feira. A dose era suficiente apenas para uma pessoa, e Brantly teria pedido que fosse dada a Writebol.

"Mesmo lutando para sobreviver ao Ebola, esse médico heroico ainda se concentra no bem-estar dos outros", destacou o comunicado.

A ONG relatou ainda que Brantly, de 33 anos, recebeu uma quantidade de sangue de um menino de 14 anos que sobreviveu ao Ebola sob seus cuidados.

"O jovem e sua família queriam poder ajudar o médico que salvou sua vida", destacou.

No Canadá, a Organização Internacional de Aviação Civil (OACI) informou que poderá pedir às companhias aéreas que revisem suas medidas de inspeção de passageiros.

De acordo com o comunicado divulgado, "à luz dos acontecimentos recentes, a Organização Mundial de Saúde (OMS), a OACI e a Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) se propuseram a revisar as disposições relativas à inspeção/controle de passageiros".

AFP