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Peças feitas em marfim são expostas no Central Park em Nova York antes de serem destruídas, no dia 3 de agosto de 2017

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Funcionários do governo americano destruíram, nesta quinta-feira, no Central Park de Nova York, quase duas toneladas de marfim ilegal esculpido, avaliadas em entre oito e 10 milhões de dólares, para denunciar a caça que mata quase 100 elefantes por dia na África.

Em um dia de sol, dezenas de objetos decorativos de marfim foram colocados em uma esteira transportadora e enviados a um triturador que exalava nuvens de poeira em meio aos aplausos do público.

A carga de marfim, resultado de três anos de um duro trabalho de pesquisa no estado de Nova York, representa o marfim de cerca de 100 elefantes.

John Calvelli, um alto funcionário da Sociedade de Conservação da Vida Silvestre que ajudou a organizar o evento, disse que uma média de 96 elefantes são caçados por dia na África, o que equivale a cerca de 35.000 por ano.

Esta é a terceira vez que as autoridades organizam uma destruição pública de marfim nos Estados Unidos desde 2013.

"Estamos mandando uma mensagem para o resto do mundo: parem de comprar marfim e salvem estes elefantes", disse Calvelli à AFP.

"Se você está lidando com o produto do crime da vida selvagem, se você estiver comercializando marfim, você vai ser processado e não vai ser agradável", disse aos presentes o procurador de Manhattan Cyrus Vance.

O Departamento de Conservação Ambiental do estado de Nova York realizou o esmagamento de presas, ornamentos, estátuas e joias de marfim.

O comércio internacional de marfim foi proibido em 1989. A China continua sendo o maior mercado, e os Estados Unidos são o segundo.

Pequim disse que proibirá todo o comércio e o processamento de marfim até o final de 2017, algo que para os conservacionistas poderia mudar o jogo totalmente.

A organização WWF estima que no início do século XX havia entre três e cinco milhões de elefantes na África, mas agora só restam cerca de 415.000.

AFP