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EUA diz que Ortega e Maduro 'esmagam o povo' como ex-ditador Somoza

O diplomata Todd Robinson (D), ex-encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos na Venezuela, chega para entrevista coletiva em Caracas em 18 de maio de 2018. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. julho 2018 - 00:30
(AFP)

Um alto funcionário dos Estados Unidos comparou nesta quinta-feira os presidentes de Nicarágua, Daniel Ortega, e Venezuela, Nicolás Maduro, com o finado ditador Anastasio Somoza, contra o qual lutou o próprio Ortega na Revolução Sandinista de 1979.

"É muito irônico e cínico que no 39º aniversário da queda de Somoza o regime de Ortega esteja esmagando seu próprio povo, como o presidente Maduro na Venezuela", declarou o embaixador Todd Robinson, conselheiro para América Central do departamento de Estado.

"Eles têm esta ideia de que seus países devem pagar para que possam seguir no poder e isto é nefasto", disse Robinson.

O diplomata era há dois meses o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos em Caracas, mas foi expulso por Maduro depois que o governo de Donald Trump não reconheceu sua reeleição na votação de 20 de maio, denunciada pelo oposição e por boa parte da comunidade internacional.

Como a Venezuela no ano passado, a Nicarágua é sacudida desde abril por protestos que exigem a saída de Ortega, que já deixaram mais de 280 mortos, inclusive 20 policiais.

Robinson, um diplomata de carreira, revelou que "todas as ações estão sobre a mesa", ao ser consultado sobre a possibilidade de novas sanções americanas.

"Vamos utilizar todas as ferramentas que temos para seguir pressionando o governo Ortega", assinalou o funcionário, solicitando que outros países adotem medidas para evitar que funcionários nicaraguenses utilizem o sistema financeiro internacional para seu benefício.

Washington já impôs - há alguns dias - sanções a três funcionários ligados a Ortega e restringiu vistos de pessoas ligadas a abusos de direitos humanos.

"Os responsáveis pela violência terão que responder à comunidade internacional por suas ações".

"A solução para o governo nicaraguense é clara. Existe uma saída. O único caminho para uma paz duradoura é a realização de eleições antecipadas, livres e transparentes. E eles podem tomar esta decisão", concluiu Robinson.

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