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EUA e Colômbia anunciam novo plano conjunto de combate ao narcotráfico

Foto divulgada pela assessoria de imprensa da presidência da Colômbia mostra o presidente Ivan Duque no centro, o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA Robert O'Brien à esquerda e o CEO da US International Development Finance Corporation, Adam Boehler à direita, durante visita ao palácio presidencial Narino, em Bogotá, em 17 de agosto de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. agosto 2020 - 01:04
(AFP)

Os Estados Unidos e a Colômbia anunciaram nesta segunda-feira (17) o lançamento de um novo plano conjunto de combate ao narcotráfico, que inclui investimentos em áreas afetadas pela violência.

O anúncio foi feito no palácio presidencial de Bogotá, após um encontro entre o presidente colombiano, Iván Duque, e o assessor de Segurança Nacional do presidente Donald Trump, Robert O'Brien.

Os Estados Unidos "apoiarão todos os esforços da Colômbia (...) para garantir a segurança do país, combater as organizações criminosas, algumas das quais são transnacionais, e com isso, ajudaremos a criar as condições de crescimento econômico" para ambas as nações, disse O'Brien.

Por sua vez, Duque destacou que o governo norte-americano "não só viu a importância de (...) continuar a combater efetivamente o narcotráfico e o terrorismo", mas também de "unir esses esforços (...) com investimento de qualidade em locais que foram afetados pela violência".

Os dois países apresentaram a iniciativa "Colombia Crece" como um novo capítulo do Plano Colômbia, um pacote de ajuda de Washington para combater o narcotráfico no país sul-americano. Entre 2000 e 2016, os EUA deram mais de 7 bilhões de dólares por meio do acordo, mas o dinheiro foi usado no combate à guerrilha sem conseguir eliminar o tráfico.

"Estamos falando do novo Plano Colômbia", que "terá como foco a atuação contra o narcotráfico e o investimento em empregos e projetos no campo", assegurou Adam Boehler, presidente da U.S. International Development Finance Corporation. Boehler afirmou ainda que os dois países se reunirão em duas semanas para divulgar um investimento de "bilhões de dólares".

- Espiral de violência -

O anúncio ocorre em meio a uma espiral de violência que atinge a Colômbia e já resultou em 33 massacres este ano, segundo a ONU. O presidente colombiano atribui essa violência principalmente à luta entre grupos armados para controlar o narcotráfico, um conflito de quase seis décadas entre guerrilheiros, paramilitares, narcotraficantes e agentes do Estado que já fez cerca de nove milhões de vítimas.

Embora a situação na Venezuela tenha sido apresentada como parte da visita de O'Brien à Colômbia, Duque foi o único a expressar sua rejeição à "ditadura" de Nicolás Maduro.

Principal aliada dos Estados Unidos na região, a Colômbia faz parte do cerco diplomático que busca a saída do governante chavista do poder e reconhece o opositor Juan Guaidó como presidente da antiga potência petrolífera. Bogotá participa junto com 24 países de uma operação antidrogas no Caribe que, segundo Washington, tem como alvo o "regime corrupto" de Maduro.

Após quatro décadas de combate ao tráfico de drogas, a Colômbia é ainda o maior produtor de cocaína do mundo e os Estados Unidos, o maior consumidor.

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