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EUA entregam à Argentina 40.000 páginas de documentos sobre a ditadura

Esta foto de arquivo mostra uma mãe da Praça de Maio que mostra as fotos de seus familiares desaparecidos durante a ditadura argentina (1976-1983) durante una manifestación en Buenos Aires, el 2 de abril de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. abril 2019 - 18:03
(AFP)

Os Estados Unidos entregaram nesta sexta-feira às autoridades argentinas mais de 40 mil páginas de informação sobre a ditadura no país sul-americano, a maior abertura de arquivos feita a pedido de um governo estrangeiro na história do país.

Carlos Osorio, especialista da organização National Segurity Archives, ajuda a dar detalhes sobre dezenas de casos e, segundo sua leitura preliminar, pode fornecer dados sobre o desaparecimento do argentino Héctor Hidalgo Solá e do chileno Jorge Isaac Fuentes Alarcón.

O chefe dos arquivos dos Estados Unidos, David S. Ferriero, entregou em Washington os documentos ao ministro da Justiça argentino, Germán Garavano.

"É um fato histórico, a informação vai permitir que os processos judiciais continuem avançando", disse Garavano muito animado.

Trump enviou uma carta a seu colega argentino, Mauricio Macri, para expressar sua esperança de que "o acesso a esses documentos dê ao povo da Argentina informações para ajudá-lo no processo de cura".

A ditadura argentina (1976-1983) deixou cerca de 30.000 desaparecidos entre outros crimes que incluíram eventos como roubo de bebês, tortura e perseguição política.

"Esta é uma boa notícia para o povo argentino, para que se aprenda com o passado e não se repita no futuro", disse Garavano.

Ferriero classificou este projeto como "sem paralelos".

"A taxa de desclassificação é de 97%, seguindo as instruções do presidente para publicar o máximo possível", explicou o chefe do arquivo nos EUA.

Essa desclassificação é o estágio final de uma iniciativa do governo dos Estados Unidos para publicar os arquivos relacionados às violações de direitos humanos ocorridas na Argentina entre 1975 e 1984.

Este projeto de grande escala, que surgiu a pedido do governo argentino, envolve 15 agências de inteligência, de defesa e polícia.

Para este projeto de desclassificação, 25 funcionários dedicaram mais de 1.300 horas para identificar e revisar arquivos que podem ser relevantes.

Em 2002, o governo dos EUA desclassificou mais de 4.000 telegramas e outros documentos mostrando que as autoridades americanas estimularam a repressão.

O presidente Barack Obama iniciou uma segunda operação de revelação de mais de mil páginas que foram publicadas em 2016.

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