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Um boneco do presidente venezuelano Nicolás Maduro é queimado em Caracas, no dia 5 de abril de 2015

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A viagem do diplomata Thomas Shannon, conselheiro do Departamento de Estado, a Caracas para contatos de alto escalão antes da Cúpula das Américas deve-se a um convite do governo venezuelano, afirmou nesta quarta-feira uma porta-voz da chancelaria.

"O governo da Venezuela recentemente convidou o governo dos Estados Unidos a enviar um alto funcionário a Caracas para um encontro com o presidente Maduro antes da Cúpula das Américas", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf.

"Com o pedido, o Secretário de Estado, John Kerry, pediu a Tom Shannon, um conselheiro do Departamento de Estado, que viaje a Caracas. Ele chegou o dia 7 de abril e retorna no dia 9 de abril", complementa Harf, que não deu mais detalhes sobre a viagem.

Na terça-feira, durante uma coletiva de imprensa, um alto assessor do presidente Barack Obama, Ben Rhodes, baixou sensivelmente o tom das tensões bilaterais depois que a Casa Branca adotou em março sanções contra sete funcionários venezuelanos.

"Os Estados Unidos não acham que Venezuela represente alguma ameaça para sua segurança", disse Ben Rhodes, alto integrante do Conselho de Segurança Nacional (CSN), em referência à ordem executiva firmada por Obama em março que aplicou sanções contra altos funcionários venezuelanos.

Esse decreto presidencial justificava as sanções por considerar que a situação na Venezuela era uma ameaça à segurança americana, mas de acordo com Rhodes foi apenas uma fórmula burocrática.

Outro assessor presidencial, Ricardo Zúñiga, disse que Obama estava disposto a discutir na Cúpula do Panamá todos os temas, mas que esperava um "intercâmbio civilizado" durante a reunião.

Pouco mais tarde, em um programa de televisão, Maduro expressou sua satisfação pela mudança de tom da Casa Branca. "Saúdo essas declarações que foram emitidas por dois assessores do presidente Obama", disse.

Desde que foi eleito no início de 2013, Maduro diz sofrer tentativas de assassinato e de golpe de Estado, acusando Washington de ser o principal promotor dessas ações.

Washington e Caracas retiraram seus embaixadores em 2010 e nos últimos anos pelo menos oito diplomaras americanos foram expulsos. Os Estados Unidos, contudo, continuam sendo o principal comprador do petróleo venezuelano.

AFP