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O secretário de Estado americano, John Kerry, em Sterling, Virgínia, no dia 20 de junho de 2016

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Os Estados Unidos manifestaram, nesta quarta-feira (22), sua confiança em que o governo da Colômbia e a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) manterão os avanços para um acordo de paz, após os anúncios de hoje sobre um entendimento para o cessar-fogo definitivo.

Washington "saúda" o histórico anúncio sobre o fim das hostilidades na Colômbia "e tem a esperança de que as partes continuarão fazendo progressos na direção de um acordo final de paz", declarou o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby.

O porta-voz disse ainda que o enviado especial dos Estados Unidos para o processo de paz, o diplomata Bernard Aronson, representará o governo americano na assinatura do entendimento sobre o cessar-fogo, prevista para acontecer nesta quinta-feira (23), em Havana.

Devem participar dessa cerimônia o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e o líder das Farc, Timochenko (Timoleón Jiménez). De acordo com Kirby, não está prevista na agenda a ida do secretário de Estado, John Kerry, a Havana.

O porta-voz do Departamento de Estado também felicitou Santos por seu "esforço para que esse processo tenha chegado até aqui".

Embora a expectativa inicial fosse a de se chegar a um acordo geral em março passado, Kirby disse que, "às vezes, a diplomacia - e, em especial, esse tipo de diplomacia difícil - leva tempo, demanda muito trabalho, muita liderança e esforço".

Por isso, acrescentou, o governo americano considera que o anúncio de entendimento a ser firmado amanhã é "um passo importante".

Kirby considerou que não há um fator único que tenha contribuído para fazer um processo tão delicado avançar.

"São inúmeros fatores. Levou muito tempo e liderança. Por isso, felicitamos Santos por sua liderança, em particular nesse aspecto, para chegar a esse ponto", completou.

Em um comunicado conjunto divulgado hoje (22) na capital cubana, "O governo de Juan Manuel Santos e as Farc informam à opinião pública que se chegou com sucesso ao acordo para o cessar-fogo e das hostilidades bilateral e definitivo".

A data de entrada em vigor do acordo não foi especificada.

AFP