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Trabalhadores preparam o mastro para a bandeira na embaixada americana em Havana, no dia 7 de agosto de 2015

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Os Estados Unidos hastearão a bandeira branca da rendição em Cuba na sexta-feira quando sua embaixada em Havana reabrir, porque aceitaram os abusos do governo castrista, denunciaram nesta quarta-feira congressistas republicanos de origem cubana em Miami.

Além disso, os legisladores que representam o estado da Flórida (sudeste dos Estados Unidos) garantiram que o Congresso não levantará o embargo contra Cuba, o que o presidente Barack Obama pediu no âmbito do degelo entre os antigos inimigos iniciado em dezembro.

"Poderão estar hasteando a bandeira dos Estados Unidos, que significa liberdade e democracia, mas realmente o que estão fazendo é içando a bandeira branca da rendição de todos os princípios dos Estados Unidos", disse o congressista Mario Díaz-Balart em uma coletiva de imprensa.

Os congressistas anticastristas, contrários à aproximação com Cuba, falaram antes que o secretário de Estado John Kerry reabra na sexta-feira a embaixada americana em Havana, depois que os dois países retomaram suas relações bilaterais em julho.

"Com esta tentativa de normalizar as relações (...) a administração Obama aceitou muitas ações que o regime de Castro tomou", como a presença de fugitivos americanos na ilha, a falta de pagamento de compensações por propriedades expropriadas em Cuba ou a repressão contra dissidentes, disse a congressista Ileana Ros-Lehtinen.

"É muito claro o sinal que o presidente Obama está dando. Está dizendo ao regime (...) não importa o que vocês fazem, podem pisotear e espancar a oposição dentro da ilha", afirmou Díaz-Balrt.

"Os dissidentes cubanos são os representantes legítimos do povo Cubano e são os que merecem um tapete vermelho, não funcionários do regime castrista", afirmou em um comunicado o senador de origem cubana Marco Rubio, pré-candidato presidencial republicano, ao rejeitar a possibilidade de que não sejam convidados à abertura da embaixada na sexta-feira.

Os legisladores argumentam que a maioria do Congresso americano se nega a reverter o embargo contra Cuba.

"Queria dizer ao povo, especialmente à dissidência em Cuba, que (nós do) Congresso dos Estados Unidos em uma forma bipartidarista estamos não do lado do regime, como está a administração Obama, estamos ao lado deles, da dissidência, da oposição e por isso vamos manter a linha dura contra o regime", disse Ros-Lehtinen.

AFP